Segundo José Osmar Bentinho, presidente da Assincra, "não podemos aceitar que o governador aja desta forma. Somos trabalhadores sérios e exigimos ser respeitados”, disse Bentinho.
Além disso, outras declarações estariam acirrando os ânimos, “esquentando” o relacionamento da Assincra com o governador. Em resposta, a Assincra emitiu uma “Nota à Imprensa”, rebatendo as declarações. Veja a nota, na íntegra:
"NOTA À IMPRENSA
A Associação dos Servidores do INCRA de Dourados/MS – ASSINCRA vem a público repudiar com veemência a infeliz declaração do Senhor Governador do Estado de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, pela forma deselegante e generalizada a que se referiu aos servidores do INCRA/MS, pois a maioria dos servidores do INCRA são pessoas comprometidas com o trabalho em prol da reforma agrária, honestas e de conduta ilibada. As dificuldades estruturais do órgão não são de responsabilidade dos servidores que, apesar das adversidades, tentam cumprir a sua missão com dignidade.
Quanto a alegação da existência de 6 (seis) mil propriedades paradas no Estado, isso significa dizer que são processos de certificação de áreas rurais, visando atender a lei de registro público (lei nº 10.267/2001 e suas alterações) e que estão aguardando análise técnicas, sendo de responsabilidade da Divisão Fundiária do INCRA/MS que, por ironia do destino e/ou aconchego político é chefiada por um pupilo (servidor público estadual cedido ao INCRA) do Senhor Governador.
Dourados/MS, 15 de abril de 2011.
José Osmar Bentinho
Presidente da ASSINCRA"