Bispos presentes na assembléia afirmam que o atual presidente do órgão, d. Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG), não deseja ser reeleito. Um grupo de teólogos brasileiros teria encarregado o padre João Batista Libanio de entregar uma carta ao prelado solicitando que continuasse no cargo. Contudo, pessoas próximas a d. Geraldo afirmam que ele não está disposto a mudar de idéia.
O secretário-geral da CNBB, d. Dimas Lara Barbosa, bispo auxiliar do Rio de Janeiro, também deve deixar o cargo. Ontem, Bento XVI anunciou sua nomeação como arcebispo de Campo Grande (MS), o que inviabilizaria mais um mandato como secretário-geral. A notícia foi comunicada publicamente no fim da missa de abertura da assembléia, celebrada na manhã de ontem no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.
Bispos ouvidos pela reportagem afirmam que ainda não há clareza sobre os nomes cotados para a presidência da CNBB. D. Leonardo Ulrich Steiner, bispo prelado de São Félix do Araguaia (MT) e primo do cardeal d. Paulo Evaristo Arns, seria um nome com boa aceitação para o cargo de secretário-geral.