O escritório francês também informou hoje que as duas caixas-pretas resgatadas estão a bordo do navio francês La Capricieuse enviado para recuperar as caixas-pretas que estavam no barco Ile de Sein e deverão chegar a Caiena, na Guiana Francesa, até a próxima quarta-feira (11).
Ainda segundo o birô, representantes brasileiros do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), além de franceses do BEA e um oficial da Polícia Judiciária da França, acompanham a operação a bordo do La Capricieuse.
As buscas acontecem em uma área situada a cerca de 1.100 km da costa brasileira.
Dois corpos já foram resgatados dos destroços do Airbus, no oceano. Os restos mortais estão sendo levados a bordo do navio francês Ile de Sein, e serão transportados para Paris na próxima semana. Segundo a polícia francesa informou, os corpos serão encaminhados a um laboratório de análise a fim de determinar a possibilidade de realização do DNA.
"É difícil por que os corpos estão bem preservados no fundo do mar por conta da pressão e da temperatura, mas trazê-los para cima para águas mais quentes provoca a decomposição", afirmou um porta-voz da polícia francesa.
Na ocasião da tragédia, cerca de 50 corpos foram resgatados do oceano, sendo que 20 eram de brasileiros 12 homens e 8 mulheres.
As causas do acidente com o Airbus A330 podem ser esclarecidas após a análise das duas caixas-pretas recuperadas domingo (1º) e segunda-feira (2).
O coronel Luís Cláudio Lupoli, da Força Aérea Brasileira, também está a bordo do navio. Ele é o representante brasileiro na comissão de investigação do acidente.
O primeiro mergulho do robô em busca dos destroços do vôo, localizados no começo de abril, foi realizada no dia 26 e durou mais de 12 horas.