Ex-alunos do Projovem tiveram uma surpresa na última quinta-feira (11) ao receberem uma ligação de uma ex-colega que perdeu a pensão de seu filho por ter uma empresa aberta em seu nome.
Assustados, outras pessoas que participaram do curso de Beleza e Estética do programa foram até a junta comercial de Dourados onde constataram que seus nomes foram usados para a abertura de outras empresas.
Uma das vítimas do golpe foi Diego de Lima que teve um salão de cabeleireiro aberto em seu nome no dia 20 de fevereiro, durante o período em que a vereadora Délia Razuk (PMDB) conduziu a prefeitura interinamente.
Os cadastros foram feitos através do portal do Empreendedor Individual, o jovem porém disse que nunca teve conhecimento, “ Eu nunca dei autorização ou procuração para ninguém abrir nada em meu nome. Nunca tive um salão de cabeleireiro”, disse Lima.
Segundo os jovens o Projovem teria que obter um resultado de 30% de alunos inseridos no mercado de trabalho, talvez essa seja uma das justificativas para a inscrição.
Com a abertura do CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), que os torna empresários, começam as cobranças de impostos, como só agora a abertura veio à tona esses valores nunca foram recolhidos e os tornam inadimplentes.
O grupo pede para que os cidadãos que participaram do Projovem em Dourados consultem os órgãos competentes para saberem se também foram vítimas do golpe.
O caso foi registrado no 1° Distrito Policial para as providências cabíveis.