No evento que teve como destaque as assinaturas de Termos de Acordo entre o Ministério, o Governo do Estado e Prefeituras para a qualificação de 7.750 jovens por meio do Projovem Trabalhador, Lupi afirmou que o encontro visa, em primeiro lugar, fazer “essa junção das três partes: governo, empregador e trabalhadores” para discutir o trabalho decente.
O ministro destacou a necessidade de avançar especialmente em três pontos. Um deles é a questão da mulher, que no mercado de profissionais com formação superior completo ou incompleto representa 65% das ocupações, mas recebe salário 30% inferior ao dos homens. Outro ponto é erradicar definitivamente o trabalho em condição análoga ao da escravidão.
“E também precisamos discutir como fazer, cada vez mais, o avanço na inclusão dos jovens”, destacou Carlos Lupi, que agradeceu com entusiasmo o compromisso do governador André Puccinelli na realização da Conferência e na execução do programa Projovem Trabalhador. “Esse ato é a demonstração do seu compromisso, governador”, agradeceu ele.
Para o governador André Puccinelli, os recentes resultados do crescimento do emprego identificado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que a política de diversificação econômica proposta pelo governo, e executada com apoio das prefeituras e dos parlamentares vem dando resultado. “Percentualmente, conseguimos diminuir o desemprego no nosso Estado, e é isso que nos faz esperançosos de que no futuro esse desemprego seja mínimo.
Ele defendeu que a busca por esse resultado considere a necessidade de qualificação, a preocupação com a reintrodução daqueles que saíram do mercado de trabalho e o reforço de investimentos. O governador pediu ao ministro o aumento para 10 mil do número de vagas do Projovem Trabalhador.
Além dessas políticas públicas, André destacou a importância da conferência como um momento para a participação de empregadores, trabalhadores e governantes na discussão do trabalho decente. “Temos que ouvir a todos nas conferências regionais, as centrais sindicais, os trabalhadores, os empresários, as prefeituras, os governos, para definir nossas propostas e para que depois os nossos delegados possam participar da formulação da política nacional”, ressaltou.
Trabalhadores e empregadores que participam da conferência puderam se manifestar na abertura e mostraram otimismo com a possibilidade de discussão conjunta sobre o tema. Estevão Rocha dos Santos, integrante da Força Sindical, disse que as seis entidades sindicais participantes estavam satisfeitas por poderem defender ali seus direitos, “num tripartismo inédito, frente a frente com o governo e as empresas”.
Representando a classe patronal, o empresário Edson Araújo, integrante da Federação das Associações Comerciais de Mato Grosso do Sul, defendeu que o diálogo é o único caminho para construir uma realidade que agrade a todos. “Hoje estamos iniciando nossos passos no entendimento do que é o trabalho decente. Essa iniciativa da OIT [Organização Internacional do Trabalho], com suporte do Ministério e apoio incondicional do governador André Puccinelli é muito importante para o entendimento. Nós, que representamos o capital e o trabalho, estamos muito perto de aparar as poucas arestas que ainda restam”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com as presenças da secretária de Trabalho e Assistência Social, Tânia Garib; a vice-governadora Simone Tebet; o senador Delcídio do Amaral; o presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos; deputados estaduais; vereadores da Capital; prefeitos de municípios contemplados com o Projovem; e o presidente da Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul, além de representantes de diversas entidades de classe, empresariais, de trabalhadores e organizações da sociedade civil.