O trabalho realizado por Mario Alves dos Santos, o Mestre Guerreiro, na Associação de Capoeira Baiana, em Dourados, foi finalmente reconhecido. Na última quarta-feira (19) ele foi homenageado em Brasília com o prêmio “Viva meu mestre”, oferecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O prêmio é um reconhecimento ao trabalho realizado pelos mestres de capoeira em todo o país. Em sua academia, Mestre Guerreiro dá aulas a pessoas de todas as idades, mas recebe, também, crianças e jovens carentes e indígenas. Ele foi o único sul-mato-grossense a ser homenageado.
“Esse prêmio foi muito importante para mim e tenho certeza que só veio a coroar e motivar o nosso trabalho. Assim, tenho certeza de que estou no caminho certo. Ofereço o prêmio a todos os mestres, as pessoas que me ajudam e, em especial, minha família e alunos”, comemora.
Sergipano, Guerreiro é mestre há 30 anos, o mais antigo do Mato Grosso do Sul. Mas, desde a infância, joga capoeira. O prêmio recebido do Iphan será usado para dar continuidade ao trabalho social que ele realiza.
Para o deputado federal Geraldo Resende (PMDB), o prêmio é “mais que merecido” e veio em ótima hora. “Mestre Guerreiro faz um trabalho social de suma importância, principalmente, com os mais jovens. É um homem batalhador, sempre disposto a ajudar aos outros”, observa parlamentar.
A ministra da Cultura, Ana de Holanda, lembrou a diversidade cultural do país e disse que o prêmio é uma celebração da iniciativa de “preservação do nosso patrimônio histórico e cultural”. O presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, vai mais além e afirma que a homenagem “reconhece “a recuperação” desse patrimônio pela sociedade.