Por isso, acrescentou Tetila, ele aderiu à frente parlamentar denominada “Pré-sal: riqueza do Brasil e de todos os brasileiros”.
Já há algum tempo a Frente está lutando pela distribuição dos recursos de modo democrático.
Existem duas propostas em tramitação no Congresso Nacional sobre a distribuição dos royalties do petróleo: a do senador Vital Rêgo e a do deputado federal Alceu Moreira – este, presidente da Frente Parlamentar.
De acordo com Tetila, o petróleo é retirado de uma camada muito profunda da terra, denominada de pré-sal – e de uma distância de 100 a 300 km da costa litorânea, não causando qualquer dano ao estado e ao município produtor.
Com a distribuição igualitária dos royalties, afirmou o deputado Laerte Tetila durante a entrevista, o Mato Grosso do Sul também seria fortemente beneficiado.
Se aprovada a proposta do senador Vital Rêgo, por exemplo, assegurou o deputado petista, o Estado de Mato Grosso Sul perderia, apenas no ano de 2020, aproximadamente 297 milhões de reais.
“A conta é simples: pela proposta da Frente, nós receberíamos, nesse ano, R$749 milhões e, pela proposta do relator Vital Rêgo, R$452 milhões; ou seja, uma diferença de R$297 milhões”, salientou o deputado Tetila.
Isso sem contar, ainda segundo ele, que, no ano de 2016, o Estado já teria perdido outros 217 milhões de reais e, em 2012, mais 40 milhões de reais. “Temos de unir forças e brigarmos como guerreiros da paz e da igualdade social por esses recursos”, conclamou o deputado Laerte Tetila.
Na semana passada, Tetila fez aprovar, na sessão da Assembleia Legislativa, uma moção de apoio à Frente Parlamentar do Pré-sal.
E, categoricamente, Tetila afirmou: “ A moção foi aprovada por unanimidade. Todos os outros 23 deputados estaduais fizeram questão de assinar a moção. Isso é uma demonstração que a Assembleia Legislativa está unida na busca dos recursos do pré-sal para o nosso Estado”.