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André lança nova caixa com documentos históricos

05 de dezembro 2012 - 20h39 Por Redação Douranews
André lança nova caixa com documentos históricos

O governador André Puccinelli lançou nesta quarta-feira (5), na Governadoria, a quarta caixa com três livros da coleção “Documentos para a história de Mato Grosso do Sul”. “Jaraguá – Romance da Penetração Bandeirante”, de Alfredo Ellis Júnior; “Urubupungá Jupiá-Ilha Solteira”, de Enzo de Oliveira e “A Civilização Material das Tribos Tupi-Guarani”, de Alfredo Métraux são as obras que integram o novo Box.

Criada pelo governo do Estado com o intuito de resgatar e valorizar a história de Mato Grosso do Sul, a coleção foi pensada e organizada pela comissão formada pelo ex-secretário de Fazenda Mário Sérgio Lorenzetto e pelos historiadores Gilson Rodolfo Martins, Paulo Roberto Cimó Queiroz e Valmir Batista Corrêa.

O trabalho consiste em selecionar livros antigos e raros (a maioria com publicação esgotada), editá-los e torná-los disponíveis para o público. Cada caixa da coleção contém três volumes, organizados por temas, momentos e lugares diferentes que contemplam Mato Grosso do Sul.

Na quarta caixa, por exemplo, as obras narram momentos históricos do século XVIII e XIX. “Jaraguá – Romance da Penetração Bandeirante”, de Alfredo Ellis Júnior, é de 1932. Apesar de ser um romance, relata acontecimentos reais e expõe a região de Camapuã no século XVIII, ao abordar o início do fenômeno bandeirantista que incorporou Mato Grosso do Sul à colônia luso-brasileira.

Outro volume “Urubupungá Jupiá-Ilha Solteira”, de Enzo de Oliveira, fala sobre o momento em que começaram a ser pensadas e projetadas as usinas hidrelétricas do rio Paraná, na década de 50 do século passado. A implantação desses empreendimentos foi responsável pelo impulso sofrido pelos municípios da região do alto Paraná.

Para o coordenador do Museu de Arqueologia da UFMS e um dos organizadores da coleção “Documentos para a História de Mato Grosso do Sul”, Gilson Martins, a obra “A Civilização Material das Tribos Tupi-Guarani”, de Alfredo Métraux, é especial do ponto de vista bibliográfico. Publicada em Paris, no ano de 1929, por um dos fundadores da etnografia, esta é a primeira versão traduzida para o português. Segundo o professor Gilson, a edição retrata a cultura material dos “tupi guarani”, família linguística da qual descende a língua falada pelos povos guarani que vivem no Brasil. “Todas as obras são importantes, mas esta é um grande presente de fim de ano para a comunidade científica e para o público em geral que poderá ter acesso a essa raridade”, finaliza ao destacar que MS possui o segundo maior contingente de população indígena do país.