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MPF pede condenação de envolvidos em fraudes com a Receita

14 de fevereiro 2013 - 19h42 Por Redação Douranews
MPF pede condenação de envolvidos em fraudes com a Receita

O MPF (Ministério Público Federal) em Mato Grosso do Sul ajuizou ação de improbidade administrativa contra dois auditores fiscais e um analista tributário, da Receita Federal de Corumbá e Dourados, e mais cinco pessoas, entre elas empresários do ramo têxtil. No caso dos servidores, são acusados de liberar mercadorias importadas irregularmente para diversas empresas.

Na ação, o MPF requer o bloqueio dos bens dos acusados, como meio de  garantir que o dinheiro desviado volte aos cofres públicos. Também pede que a Justiça determine o ressarcimento à União de R$ 100 mil, referentes a danos morais coletivos, o pagamento de multa individualizada, a suspensão dos direitos políticos e, ainda, a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios pelo prazo de três anos.

O MPF instaurou o Inquérito Civil Público em 2010 para apurar a conduta dos servidores. A descoberta das fraudes aconteceu após análise dos documentos e interceptações telefônicas coletadas durante a Operação Vulcano, que investigou irregularidades na fiscalização das importações realizadas em Corumbá, fronteira do Brasil com a Bolívia.

Uma das empresas, habilitada a operar num período de 6 meses o montante de 10 mil dólares, importou em 4 meses 2.640% a mais que o permitido. Mesmo assim o servidor responsável pela fiscalização liberou a mercadoria, que havia passado pelo canal vermelho de conferência aduaneira (esse canal requer obrigatoriamente a verificação física e documental das mercadorias).

A investigação descobriu que, somente para uma empresa, no período de 3 anos, os auditores liberaram quase 3 milhões e meio de dólares em apenas 274 operações de importação. Outra empresa, que era autorizada a operar no comércio exterior durante seis meses o máximo de US$ 156 mil, importou em cinco meses mais de 1 milhão e 700 mil dólares.

Em outro caso, a empresa, que importava peças de vestuário de fabricação chinesa e coreana, emitiu certificados de origem fraudulentos da mercadoria, como se fossem produtos bolivianos. Isso para zerar o Imposto de Importação, garantido pelo acordo ACE n° 36 firmado entre a Bolívia e os países membros do Mercosul.