Os empregados da Sanesul participaram, ontem (21) de manhã, da Segunda Caminhada pelo Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado em 21 de março. O evento foi promovido pela Sociedade Educacional Juliano Varela, instituição especializada em crianças e adultos portadores da síndrome, instituição que comemora 19 anos de atividades no Estado este ano.
Esta é a segunda mobilização realizada no centro de Campo Grande. O evento contou com a participação de aproximadamente 500 pessoas, entre alunos e profissionais da entidade, pais, voluntários, acadêmicos e autoridades locais.
Da Sanesul, participaram o diretor-presidente José Carlos Barbosa, o diretor de administração e finanças André Soukef, o assessor da presidência Manoel Gomes; a gerente de administração de pessoas Luciana Barbosa Lyrio; as supervisoras de processo da Gerência de Desenvolvimento de Pessoas, Deise Damasceno e Jane Laura Dias, as empregadas da Diretoria Comercial e de Operações, Rebeca Rodrigues e Eloir Ávila, e a especialista técnica Vera Godoy.
O encontro tem como objetivo fazer um apelo à sociedade mostrando que os portadores da Síndrome de Down possuem um grande potencial e que podem e devem ser incluídos no âmbito social, na luta pelos direitos e na cidadania.
Durante a caminhada, para contagiar e animar o público, os alunos esbanjaram talento através de apresentações da Banda Down Rítmica e da roda de capoeira, que finalizou o evento.
A chefe de gabinete da Sanesul, fundadora e presidente da Escola Juliano Varela, Maria Lúcia Nogueira, a “Malu”, explica que a caminhada teve ainda como objetivo agradecer a sociedade campograndense. “Na primeira caminhada fizemos um apelo objetivando a inclusão dos downs no mercado de trabalho competitivo, na esfera administrativa. O resultado foi fantástico. Hoje, temos 12 downs trabalhando e nove se preparando para trabalhar. A Juliano Varela desenvolve as habilidades dos Downs, mas é a sociedade que acolhe e oportuniza a inclusão social”, ressalta.
Um dos alunos da instituição, que também é estagiário na Sanesul a mais de seis meses, Miguel Ângelo Ramirez da Silva, relata que é muito feliz com as atividades que desempenha. “Eu estudo, danço, jogo capoeira, trabalho e pago as minhas contas. Eu sou o homem da casa”.
Para o presidente da Sanesul, José Carlos Barbosa, uma empresa só pode falar de inclusão quando a pratica. “Esses jovens precisam de oportunidade para mostrar sua capacidade de trabalho. E é o que estamos fazendo na Sanesul, promovendo a inclusão social e valorizando cada um deles. A Sanesul é uma grande família e eles sempre serão muito bem acolhidos por todos nós”.