A assessoria da Promotoria Pública de Pedro Juan Cabalero confirmou esta semana ao jornalista Tião Prado que a motoniveladora do grupo MEEL (Maracaju Engenharia e Empreendimentos Ltda), empresa que está realizando os serviços de construção do prédio que vai abrigar o novo shopping do grupo Cogôrno [que já mantém o shopping China na região] continua apreendida no pátio da repartição, depois do envolvimento no atropelamento que matou a jovem Rosineide Aguayo Gimenez, na manhã do dia 26 de novembro, no Paraguai.
A família da vítima foi informada de que a Promotoria terá seis meses para a conclusão do inquérito aberto contra o grupo empresarial. O motorista da máquina, Paulo Félix dos Reis, de 45 anos, morador em Ponta Porã, chegou a ser preso, acusado de crime culposo [quando não há intenção de matar], mas foi liberado depois que o grupo empregador pagou a fiança correspondente.
No dia do incidente, Paulo Félix trabalhava no canteiro de obras, no mesmo lugar onde a vítima se encontrava, com uma moto de fabricação paraguaia modelo Taiga, vendendo salgados para os operários que ajudam na construção do local onde vai funcionar novo empreendimento da família Cogorno.
Segundo o relato do motorista da motoniveladora na Promotoria de Pedro Juan Caballero, ele não percebeu que Rosineide Aguayo passava por trás da maquina, pois na ocasião usava fone abafador no ouvido e não ouviu os gritos de seus companheiros de trabalho a respeito da presença da menina que veio a ser atropelada. A máquina passou sobre as pernas e o corpo da jovem, que morreu em uma clínica particular da cidade.
A promotoria pública Camila Rojas, de Pedro Juan, que trabalha no caso, confirmou que mandou apreender a máquina, que se encontra retida no depósito atrás do parque de exposições da cidade e que só será liberada depois que forem cumpridos alguns procedimentos. Segundo a autoridade, a máquina estava irregular no País, uma vez que todos os veículos estrangeiros para permanecer mais de três meses no Paraguai precisam estar regularizados junto a aduana.