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MPF bloqueia R$ 2,3 milhões de responsáveis por obra paralisada

28 de abril 2014 - 20h50 Por Redação Douranews
MPF bloqueia R$ 2,3 milhões de responsáveis por obra paralisada

O MPF (Ministério Público Federal) de Mato Grosso do Sul conseguiu o bloqueio judicial de R$ 2.339.745,30 em bens de seis responsáveis por licitar, executar e fiscalizar a obra do contorno ferroviário de Três Lagoas. Entre os acusados estão o diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antônio Pagot, e o diretor-presidente da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul), Wilson Tavares Cabral.

Os demais acusados são o diretor de infraestrutura do Dnit, Mário Dirani, o procurador jurídico, Luiz Cândido Escobar, e o coordenador de obras e licitação, Wilson Parpinelli, ambos da Agesul, e o empresário Francisco de Moura Filho, dono da CMT Egesa Ltda, contratada para executar as obras. O valor bloqueado é referente ao prejuízo causado pelo atraso e paralisação da obra.

Ao final do processo, se condenados, os seis estarão sujeitos às sanções estabelecidas na Lei de Improbidade Administrativa, que prevê a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa civil, proibição de contratar com o Poder Público e de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, segundo a assessoria do MPF. A obra está orçada em R$ 37 milhões e foi iniciada há dois anos.