No dia em que se comemora o 1º de maio destinado às homenagens pelo Dia do Trabalho, o presidente do TRT-24 (Tribunal Regional do Trabalho da 24ª. Região), desembargador Francisco das Chagas Lima Filho, observa, em nota, que “o trabalho transforma o homem, na medida em que o sustenta e permite a satisfação de necessidades vitais garantindo a aquisição de bens da vida e o crescimento geral” e, por conseguinte, “o mantém vivo, alegre e atuante. É, portanto, fonte de virtude e, ao mesmo tempo, barreira a impedir sua perda”.
De acordo com o desembargador, o trabalho constitui um direito e, ao mesmo tempo, também um dever, “pois dá sentido e propicia a vida. É, pois, valor social e humano e não uma mercadoria de compra e venda”.
Francisco Lima Filho cita ilustração de Hanah Arendt [conhecida como a pensadora da liberdade, que viveu as grandes transformações do poder político do século 20] para quem o trabalho ‘é atividade correspondente ao artificialismo da existência humana. Por conseguinte, o labor humano produz um mundo “artificial” de coisas, nitidamente diferente de qualquer ambiente natural. Porém, dentro de suas fronteiras, habita cada vida individual, embora esse mundo se destine a sobreviver e a transcender todas as vidas individuais’.
“E porque dentro das fronteiras do ambiente de trabalho habita a vida humana, há a imperiosa necessidade de que as condições nas quais o labor é realizado sejam seguras e saudáveis, tornando-se fonte de vida e não de morte. Afinal, a segurança faz parte da esperança de um futuro”, acrescenta o presidente do TRT em Mato Grosso do Sul.
Mas, além de seguro e saudável, enquanto valor social de dignificação do ser humano, “o trabalho necessita ser remunerado de forma justa, de modo a permitir ao trabalhador manter-se a si próprio e aos que dele dependem em condições dignas, pois somente assim se cumprirá o mandamento constitucional constante dos art. 1º e 6º da Constituição de 1988”, cobra o desembargador.
Por fim, ele observa que o Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região associa-se “às manifestações de reconhecimento e de homenagens a esses valorosos milhões de seres humanos que derramam suor nos vários espaços em que prestam o seu labor objetivando uma vida digna. A todos os trabalhadores do Brasil, especialmente aqueles que laboram neste valoroso Estado de Mato Grosso do Sul, nosso respeito e as mais efusivas homenagens”, conclui.