A rede pública estadual de ensino de Mato Grosso do Sul tem até professor de licença médica que dá aula na rede particular, revela o secretário da Casa Civil, Sérgio de Paula. De acordo com ele, esse dado, assim como o número de 460 professores que estão afastados das salas de aula, foi obtido a partir dos documentos levantados no período de transição.
“São distorções que temos que consertar”, ressalta. Ainda segundo o secretário, 460 professores convocados não estão dentro da sala de aula por motivos diferentes. Há casos de profissionais que ocupam cargos administrativos, em desvio de função. Outros estão realmente de licença médica, porém, há ainda casos de professores afastados da atividade na rede estadual por atestados médicos, mas que exercem a atividade de professor em escolas particulares e continuam a receber do Estado.
Os números de quantas pessoas estariam nesta condição ainda não foram divulgados, segundo o secretário. “O governo tem quatro anos pela frente. Vamos, agora, iniciar uma etapa. Logicamente, vamos respeitar os que estão de atestado de fato, mas temos que analisar bem”, acrescenta.
Atualmente, segundo de Paula, o professor custa, em média, R$ 6 mil a R$ 7 mil para o Estado. “Se ele está fora da finalidade temos que convocar outro e gastar mais R$ 6 mil. Isso porque o professor deslocado para a parte administrativa ganha isso, enquanto o servidor ao lado, que desempenha a mesma função, ganha R$ 1.500”, comparou o secretário, em reportagem do jornal Midiamax.