A presidente Dilma Roussef (PT) inaugurou, nesta terça-feira (3), a primeira Casa da Mulher Brasileira do país, em Campo Grande. A ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci, e a ministra do STF (Supremo Tribunal Federal), Carmen Lúcia, acompanharam Dilma na visita a Mato Grosso do Sul.
Dilma chegou a Campo Grande por volta das 9 horas e conheceu as instalações do local. Após a visita, que durou cerca de uma hora, a presidente participou da solenidade de inauguração. A presidente afirmou que Mato Grosso do Sul não será mais um estado reconhecido pelos altos índices de violência contra a mulher.
Durante seu discurso, ela destacou ainda que "o combate à violência contra a mulher também significa o reconhecimento do papel e da importância da mulher na sociedade". Dilma finalizou sua fala com um trecho de uma poesia do escritor sul-mato-grossense Manoel de Barros. "Que a palavra parede não seja símbolo de obstáculos à liberdade", disse ela ao se referir à Casa da Mulher Brasileira.
O descerramento da placa de inauguração foi feito pela presidente, junto com Maria da Penha, personalidade que se tornou símbolo da luta contra a violência contra a mulher no país e o governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PSDB). A vice-governadora Rose Modesto (PSDB), o prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte (PP), e as ministras Ideli Salvati (Direitos Humanos), Kátia Abreu (Agricultura), Nilma Lino Gomes (Promoção de Igualdade Racial), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Tereza Campello (Desenvolvimento Social) também participaram do evento.
Casa da Mulher Brasileira
Com investimentos de R$ 18,1 milhões do Governo Federal, o local prevê atendimento diário de cerca de 200 mulheres e contará com equipe multidisciplinar de cerca de 150 profissionais.
Dez recepcionistas farão acolhimento e triagem às mulheres vítimas de violência. Além disso, equipes multidisciplinares de psicólogos e assistentes sociais também atuarão no local. Uma central de transportes também funcionará na Casa, para levar vítimas para atendimento em hospitais e exames no IML (Instituto de Medicina Legal).
O diferencial do local será a integração entre a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) funcionando 24 horas por dia, o poder judiciário, o Ministério Público Estadual e a Defensoria Pública, que também funcionarão na Casa.