Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
17°C
Última Notícia

Índios ameaçam suicídio coletivo e STF suspende despejo

13 de março 2015 - 11h12 Por Redação Douranews
Índios ameaçam suicídio coletivo e STF suspende despejo

A mobilização das famílias Guarani-Kaiowá que ocupam a área Kurusu Amba, na região de Coronel Sapucaia, inclusive com ameaça de suicídio coletivo, durante o Aty Guasu (Grande Assembleia) realizado no começo da semana levou a ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), a suspender a ordem de despejo dos índios da terra, na fronteira do Paraguai, que estava marcado para segunda-feira (16), em Mato Grosso do Sul.

“Defiro o pedido para suspender a execução da decisão liminar de reintegração de posse proferida na Medida Cautelar Inominada 0001837-10.2014.403.6005, em trâmite perante a 1ª Vara Federal de Ponta Porã/MS, até o trânsito em julgado da decisão de mérito na Ação de Reintegração de Posse 00001028-54.2013.403.6005”, despachou Lewandowski, conforme publicação no Diário da Justiça de ontem (12), atendendo comunicado da diretoria da Funai (Fundação Nacional do Índio), relatando a situação na terra.

Durante o Aty Guasu, os indígenas dos povos Guarani e Kaiowa divulgaram ‘nota pública’ relatando que no Sul do Estado morrem, em média, dois indígenas por dia, diante da situação de maus tratos e cento às margens da rodovia BR. “Em um mês, morreram e ainda morrem entre os 25 e 30 indígenas Guarani e Kaiowá despejadas nas Reservas indígenas superlotadas e comunidades Guarani e Kaiowa despejadas e largadas às margens das rodovias”, diz a nota ao pedir a suspensão da ação de despejo que estava agendada para mobilizar forças policiais da fronteira no começo da semana.

“Pedimos à presidenta Dilma que pare de promover e autorizar o genocídio Guarani e Kaiowa, é para demarcar as terras indígenas”, apela o documento final do encontro de lideranças. Atualmente, cerca de 250 indígenas ocupam a área. A Justiça federal havia acatado pedido de reintegração e anunciado o despejo para segunda-feira, “condenando as comunidades de Kurusu Amba à pena de morte coletiva”, conforme descreve o documento aprovado no Aty Guasu