O Governo de Mato Grosso do Sul decidiu assumir nesta terça-feira (30), por meio do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), a manutenção de todos os exemplares dos peixes que estão em quarentena à espera da conclusão do Cepric (Centro de Estudos e Pesquisas da Ictiofauna Pantaneira), o Aquário do Pantanal, cujas obras foram deixadas inacabadas pelo ex-governador André Puccinelli e agora estão em fase de conclusão.
“É uma readequação do projeto como um todo, que foi concebido para parte dele ser feito na quarentena e outra parte no Aquário. Como nós não conseguiríamos seguir com o cronograma fixado para novembro deste ano, fica prejudicado o trabalho cientifico. A partir de agora vamos fazer uma readequação para que tenhamos um novo projeto de pesquisa e depois então destinar esses peixes ao Aquário”, explicou o diretor de licenciamento ambiental do Imasul, Ricardo Eboli.
O Governo vai manter, segundo ele, os peixes pelo período que for necessário, “porque haveria um prejuízo maior devolvê-los ao rio e iniciar todo um novo processo de captura e quarentena”. De acordo com o diretor, a postura do governo é “de respeito à população e ao recurso público”, como disse Ricardo.
De acordo com a Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado), o encerramento do projeto ‘Biodiversidade para todos: da água à popularização da ciência e proteção da vida por meio do Aquário do Pantanal’ (que mantinha em quarentena os peixes) ocorreu em virtude do não cumprimento de recomendações técnicas, tais como, o correto armazenamento da ração e oferta de alimentação adequada aos animais, rígido controle das condições da água e da temperatura, manuseio no local de quarentena, o que, entre outros aspectos, interferiu no adequado manejo para preservação do bem estar dos animais e produção de conhecimento científico, que é a finalidade do projeto.
A partir de agora, o Imasul assumirá a manutenção dos peixes da quarentena até que a obra do Aquário do Pantanal seja concluída, decisão tomada para a contenção dos gastos públicos e também por recomendação dos consultores.
Para garantir a sobrevivência e bem estar dos espécimes em quarentena, o Imasul vai melhorar a estrutura atual, suprindo deficiências técnicas que porventura sejam detectadas. Técnicos do Instituto e de outros órgãos do governo vão realizar um inventário da quantidade de peixes coletados, mantidos e que, por ventura, não tenham resistido, bem como dos equipamentos existentes e de eventuais adequações que precisem ser feitas nas instalações.
Todo o trabalho de manutenção e manejo dos peixes na quarentena será feito tendo como base as orientações da avaliação técnico-científica dos especialistas do Cepta (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais) e da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo).