Depois da decisão polêmica que determinou a soltura de 13 integrantes de quadrilha acusada de furto de gado para que eles mesmos cuidassem dos animais, o juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, voltou atrás e agora quem ficará responsável pelo transporte das 350 cabeças de gado para leilão será a Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul).
Em nova decisão expedida no fim da tarde de ontem (22), o juiz Waldir Peixoto revogou decisão anterior e justificou o motivo de ter confiado o gado aos acusados. “Foi a única solução encontrada para evitar a perda dos semoventes [animais], que vêm morrendo na fazenda onde estão apascentados, sendo, portanto única medida, embora extrema, que se encontrou”, diz a decisão.
Depois de o caso vir à tona, a Acrissul procurou a Justiça e se colocou à disposição para fazer o transporte do gado até o local onde será feito o leilão dos animais. O valor arrecadado com a venda das cabeças será depositado em juízo e assim que os donos dos animais forem sendo identificados pela Justiça, o valor poderá ser devolvido.
Pelo transporte das 350 cabeças, a Acrissul estima que sejam gastos pelo menos R$ 3 mil, valor que será descontado da venda do gado em favor da entidade, conforme publicou o jornal Correio do Estado.