Guerrilheiros ligados ao EPP (o Exército do Povo Paraguaio), organização composta por radicais de esquerda e que prega o domínio do poder pela revolução e a imposição da reforma agrária universal, estariam treinando e municiando com armas os índios guarani-caiuás que invadiram fazendas na região do município de Antônio João, na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.
Índios e fazendeiros enfrentam clima tenso há dez dias, período em que ocorreram sete invasões e a retomada à força, na tarde de sábado (29) de duas áreas na região. Na reocupação das fazendas Barra e Fronteira, um índio foi morto com tiro no rosto e outros três guarani, feridos, fugiram para a mata.
Até o fim da tarde de ontem (3), de acordo com a polícia, eles ainda não haviam sido localizados. Uma mulher índia e um bebê da aldeia também ficaram feridos com tiros de balas de borracha. Depois do confronto, os arredores das fazendas foram policiados por ao menos 40 homens da Força Nacional e também do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), que está na região desde quinta-feira (20) passada.