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Escola como espaço para o futuro, promete Riedel

Governador relata compromissos assumidos com a educação

30 agosto 2026 - 09h23Por Com Assessoria

Durante anos, quem estudava ou trabalhava na Escola Estadual Maria Constança de Barros Machado conviveu com problemas que faziam parte da rotina: pisos deteriorados, banheiros em condições inadequadas, um refeitório pequeno e uma quadra sem cobertura. Hoje, o diretor Reinaldo José Schmidt descreve uma escola diferente daquela que conheceu antes da reforma.

“Tínhamos problemas nos pisos, nos banheiros, um refeitório muito pequeno, a quadra não era coberta e hoje temos um ginásio para 400 pessoas. É uma diferença muito grande. Ficou uma outra escola para a comunidade”, afirma.

Diretor da unidade há sete anos, Schmidt percebe a mudança também dentro da sala de aula. Segundo ele, os novos espaços e equipamentos ampliaram as possibilidades de trabalho dos professores e alteraram a relação dos próprios estudantes com a escola. “Você trabalha de forma mais dinâmica e isso contribui muito para o crescimento dos estudantes e para o aprendizado deles", relata.

A experiência da Maria Constança ajuda a dimensionar uma transformação que alcança diferentes regiões de Campo Grande. Entre 2023 e 2026, o Governo de Mato Grosso do Sul investiu R$ 192,3 milhões em reformas e melhorias na Rede Estadual da Capital, com 81 obras realizadas. As intervenções atingem diretamente o cotidiano de aproximadamente 46 mil estudantes.

Para o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, a estrutura física não deve ser tratada como elemento secundário da política educacional. “A escola precisa ensinar, proteger e preparar para o futuro, e a estrutura física entra como condição para isso acontecer”, afirma.

Da sala de aula ao espaço de convivência

As obras realizadas nas unidades estaduais envolvem necessidades que interferem diretamente na rotina de alunos, professores e demais profissionais da educação.

Entre as intervenções estão a instalação de rampas, pisos táteis e banheiros adaptados para ampliar a acessibilidade; adequações das redes elétricas para climatização das salas e funcionamento de laboratórios; substituição de coberturas; pintura; reformas de quadras esportivas; além da implantação de novos ambientes e equipamentos tecnológicos.

Os valores das intervenções nas escolas da Capital variam de aproximadamente R$ 290 mil a R$ 5 milhões, de acordo com a dimensão dos serviços. Há desde reformas pontuais até ampliações, construção de novos blocos, instalação de placas solares e adequações para acessibilidade.

Quando a escola também conta a história da cidade

Em algumas unidades, a reforma precisa conciliar duas responsabilidades: preparar o prédio para as necessidades atuais da educação e preservar uma construção que faz parte da memória de Campo Grande.

É o caso da própria Escola Estadual Maria Constança de Barros Machado, no bairro Amambaí. Única obra projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer na Capital, o edifício é considerado um marco da arquitetura moderna e foi tombado como

A escola foi restaurada e entregue em 2023. A intervenção incluiu reforma geral, serviços na rede elétrica e no telhado, pintura, recuperação de paredes e banheiros, além de ampliações e restauração voltada à preservação dos traços arquitetônicos do prédio.

A renovação chegou também aos equipamentos usados por estudantes e professores. A unidade recebeu lousas digitais, armários, mesas, conjuntos escolares, carrinho térmico para o refeitório, tablets e chromebooks.

É justamente essa combinação entre estrutura e instrumentos pedagógicos que Schmidt destaca quando compara a escola atual com aquela existente antes da intervenção.

A modernização, segundo ele, permitiu que os professores trabalhassem de forma mais dinâmica e ofereceu aos alunos espaços antes inexistentes

Modernização como política permanente

A infraestrutura das escolas também aparece entre as prioridades apresentadas por Eduardo Riedel para um eventual próximo mandato.

Nos últimos três anos e meio, uma escola estadual foi reformada ou construída a cada seis dias. Foram investidos R$ 1,2 bilhão em reformas e equipamentos e aproximadamente 70% das escolas estaduais receberam algum tipo de intervenção.

Para o próximo ciclo, a proposta de Riedel é transformar esse ritmo de modernização em uma política permanente, com continuidade das reformas e melhorias da infraestrutura escolar.

A ideia é ampliar a presença de tecnologia, robótica e inovação nas escolas, fortalecer a educação em tempo integral no Ensino Fundamental e avançar na educação inclusiva, com expansão do Atendimento Educacional Especializado.