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Governo vai usar tornozeleiras para reduzir gastos com presos

13 janeiro 2017 - 20h15

Para tentar diminuir a superlotação nos presídios e reduzir gastos com o sistema penitenciário, o Governo de Mato Grosso do Sul contratou serviços para utilização de mais duas mil tornozeleiras para monitoramento eletrônico de presos do regime fechado que cometeram crimes de menor potencial ofensivo e detentos dos regimes aberto e semiaberto de todo Estado.

Segundo o diretor-presidente da Agepen (Agência estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Ailton Stropa, as tornozeleiras custam, no máximo, R$ 230 e a compra dos equipamentos representará economia aos cofres públicos, já que cada preso custa em média R$ 1.700 enquanto permanece sob os cuidados do Estado.

Conforme Stropa, as novas tornozeleiras estão em fase de testes e começarão a ser implantadas em menos de um mês. A medida, segundo ele, é alternativa tecnológica à prisão e, conforme decisão da justiça, custodiados são colocados em liberdade controlada via satélite, sendo monitorados 24 horas por dia, com horários e locais que podem permanecer delimitados, evitando que eles se distanciem ou se aproximem desses locais.

Ainda conforme Stropa, desde o ano passado o Estado utiliza tornozeleiras como alternativa à prisão, no entanto, o monitoramento será ampliado. “As que já utilizávamos tinham algumas limitações de uso determinadas pelo Departamento Penitenciário Nacional, financiador do projeto, com a utilização apenas para presos provisórios da Capital. Agora, teremos uma amplitude bem maior de aproveitamento”, explica.

Além das tornozeleiras, também estão previstos novos dispositivos de prevenção à violência doméstica, que serão fornecidos para as vítimas, no caso de presos inseridos na Lei Maria da Penha. O equipamento dispara um alarme quando o monitorado se aproxima da vítima.

Stropa disse ainda que apesar da contratação de dois mil equipamentos, só serão pagos os que estiverem em uso. "Ou seja, se tivermos cinco monitorados com tornozeleiras, será pago apenas o valor referente, podendo chegar ao uso de até as duas mil”, explicou.

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