Carlos Bernardo nega exploração de trabalho humano — Reprodução
Uma fazenda de propriedade do candidato a deputado federal pelo União Brasil, Carlos Bernardo, foi alvo de Operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (17) na região do Paraguai. A Polícia disse que foram localizados 23 trabalhadores em situação trabalhista irregular, além da apreensão de 14 armas de grosso calibre e munições.
O candidato nega a condição de trabalho escravo na propriedade e disse que os quartos possuem até ar-condicionado:
“É uma perseguição implacável devido ao aumento da nossa popularidade para as eleições. Eu desconheço e abomino trabalho análogo à escravidão. Sempre preocupamos com o bem-estar dos nossos colaboradores. Eles não lavam nem o prato que comem, porque tem cozinheiras lá para atenderem, com quatro refeições por dia. Todos os quartos têm ar-condicionado”, afirmou.
Sobre as armas, Carlos Bernardo afirmou que não pertence à propriedade:
“Não tenho conhecimento de arma e nunca mandei comprar arma ou levar lá. A fronteira lá é violenta com roubo de gado. É de difícil acesso, próximo do Paraguai. Região conhecidíssima por furto de gado. É comum que moradores da região lá tenham armas. Em um local de 20 a 30 funcionários é muito difícil ter este controle”, justificou.
O candidato disse que muitos falaram até de operação contra drogas, o que também nega.
“Chegaram até a insinuar que poderia ser encontrado droga. Eu trabalho desde os meus seis anos de idade até hoje. Jamais mexi com algo ilícito. É uma fazenda de cria, recria e engorda gado”, diz ele. A Polícia Federal prossegue com as investigações para esclarecer as circunstâncias dos fatos e identificar eventuais responsáveis e outros envolvidos.