Trump em Montgomery: plataformas agem diferente — Reprodução
Três anos atrás, as principais plataformas de internet, incluindo Meta, Twitter e YouTube, responderam aos tumultos no Capitólio em 6 de janeiro de 2021 com ações decisivas — suspendendo milhares de contas que espalharam mentiras eleitorais e removendo postagens glorificando o ataque à democracia dos EUA.
Seus esforços não foram perfeitos, certamente; grupos promovendo alegações infundadas de fraude eleitoral se esconderam à vista de todos, mesmo depois que algumas plataformas anunciaram uma repressão.
Mas, desde 2021, a indústria de mídia social passou por uma transformação dramática e se afastou de muitos dos compromissos, políticas e ferramentas que antes adotava para ajudar a proteger a transferência pacífica do poder democrático.
O público teve um gostinho do ‘novo normal’ neste verão, quando a mídia social foi inundada com desinformação após a tentativa de assassinato do ex-presidente Donald Trump e as plataformas não disseram nada.
Embora as plataformas ainda mantenham páginas descrevendo quais salvaguardas eleitorais elas apoiam, como proibições específicas de conteúdo que suprime o voto ou promove a violência perto dos locais de votação, muitos que trabalharam com essas empresas para conter desinformação no passado relatam um declínio geral em seu envolvimento com a questão.
"Os últimos anos têm sido desafiadores para a comunidade de conhecimento que trabalha com plataformas", disse Baybars Orsek, diretor administrativo da organização de verificação de fatos Logically Facts.
"O impacto das demissões, cortes de orçamento em programas de jornalismo e a repressão às equipes de confiança e segurança no X (antigo Twitter) e outras plataformas importantes criaram precedentes preocupantes à medida que nos aproximamos das próximas eleições”, diz.
A mudança ocorreu no contexto de uma campanha de intimidação de anos liderada por procuradores-gerais republicanos e legisladores estaduais e federais com o objetivo de forçar as empresas de mídia social a divulgar falsidades e discurso de ódio e frustrar aqueles que trabalham para estudar ou limitar a disseminação desse conteúdo desestabilizador.
Esses esforços coincidiram com a ascensão de um grupo vocal de reacionários de elite do Vale do Silício, um grupo cada vez mais ideológico que se irrita com noções de responsabilidade social corporativa.