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Quinta, 21 Fevereiro 2019 09:43

Deputado sugere liberação da caça ao jacaré para conter predador e aumentar economia Destaque

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Neno Razuk mostra ao deputado Cabo Almi que caça ao jacaré pode se transformar em negócio rentável Neno Razuk mostra ao deputado Cabo Almi que caça ao jacaré pode se transformar em negócio rentável Assessoria/VictorChileno

Os deputados estaduais debateram novamente durante sessão desta quarta-feira (20) o anúncio do Governo do Estado quanto a um decreto que pode definir cota zero para a pesca amadora em Mato Grosso do Sul. Preocupados com o turismo e a economia do Estado, os parlamentares irão marcar audiência pública para conversar com todos os setores envolvidos e estudam sugerir a abertura para a caça do jacaré.

A minuta do decreto ainda não foi divulgada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que já anunciou a possibilidade do estabelecimento gradual da cota zero e não o efeito imediato já em 2019. Quem subiu primeiro na tribuna foi o deputado Marçal Filho (PSDB), que alegou que a pesca amadora nada mais é que “uma terapia ao homem”.

“Quem não é pescador, é porque ainda não descobriu ser. É mais que uma diversão e, às vezes, eles nem estão lá com a intenção predatória. O que eu apoio é a efetiva fiscalização e a criação de um disque denúncia gratuito para que evite abusos ou então que seja cota zero a todos. Ainda cabe muito debate”, ressaltou Marçal.

O deputado Cabo Almi (PT) concordou com a ampliação da fiscalização. “Precisamos de mais lanchas, de mais combustível, de mais policiais ambientais, para que de fato fiscalizem. Até na piracema [época de reprodução de peixes] ainda vemos pesca ilegal. E não adianta fazer de uma hora para outra, pois haverá prejuízo. Tem que delimitar com responsabilidade”, afirmou.

Jacarés

A proposta da cota zero dispõe sobre o pescado e o repovoamento dos rios em Mato Grosso do Sul, mas outra espécie tem chamado a atenção: o jacaré. Segundo o deputado Neno Razuk (PTB), especialistas apontam um superpovoamento na fauna do Estado que, inclusive, estaria prejudicando o meio ambiente.

“Muitas espécies estão em risco devido a quantidade de jacarés, que quando adultos não existe predador natural dele. Até sucuri eles comem. Então conversando com estudiosos da área vemos que é possível o manejo sustentável sem prejudicar o turismo ou a espécie, que poderia gerar R$ 1 bilhão por ano a mais para a economia do Estado e a criação de mais 10 grandes indústrias de beneficiamento da carne”, explicou Neno, que ainda disse que seria possível abrir a caça até mesmo para os ribeirinhos terem renda extra.

Atualmente a caça de qualquer animal silvestre é proibida pela Lei Federal 9.605/1998, com pena de seis meses a um ano de detenção, mais multa e agravantes caso seja em locais como reservas ambientais. O líder do Governo na Casa de Leis, deputado Barbosinha (DEM) disse que ainda há tempo para conversar.

“O governador está ainda trabalhando em cima do decreto, baseado em muito estudo e dialogando com todos os setores. Para nossa audiência futura também será necessário ter acesso aos trabalhos de especialistas como da Embrapa Pantanal, para subsidiar nossas informações e chegarmos a um denominador comum que possa transformar a economia de forma positiva”, disse o líder do Governo.

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