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Manoel Afonso

Manoel Afonso

APOSTA: Espancado em 2020, o MDB local vê na candidatura da senadora Simone à presidência do Senado a chance da reabilitação. Ledo engano. Na hipótese dela vencer, sua capilaridade nacional seria insuficiente para reverter esse quadro desgastante devido as prisões decorrentes da corrupção e o ‘recado’ nas urnas. São coisas diferentes.

PROJETO: Após o nocaute do candidato Marcio Fernandes (aposta da renovação) na eleição da capital, o MDB ficou refém do ex-governador Puccinelli – que já sente o peso da idade – e não atrai nomes que encantem para retomar o protagonismo no MS. Aliás, é o mesmo estágio de desgaste e envelhecimento que atinge o PT por aqui.

DETALHES: Eleição para o governo é pesada. Sem estrutura de poder e sem nomes para dar sustentação e credibilidade ao discurso é complicado. Quais os outros nomes do MDB que poderiam se engajar e acrescentar positivamente na campanha? E até lá é possível decisões judiciais envolvendo Puccinelli - carrear mais desgastes ao partido.

‘BIG BROTHER’; Impossível ignorar a mídia na formatação da opinião. Na política não é diferente. Todos os dias a mídia chega antecipando-se ao velho noticiário noturno da TV. As pessoas podem até fingir, mas sabem de tudo, repassando a terceiros, independentemente se é verdade ou mentira . Os efeitos são cruéis – devastadores.

‘DOLCE FAR NIENTE’: Os momentos indolentes na praia do ex-ministro Mandetta (DEM) e do comunicador Luciano Hulck , clicados e postados no facebook - motivam comentários . A maioria das postagens pelo fato de ambos, influenciadores da opinião pública, não estarem portando as mascaras protetoras contra o Covid 19. Tiro no pé!

MÃOS DADAS? As notícias fazendo referência aos’ interesses comuns’ de ambos tem ajudado a garantir a visibilidade do ex-ministro, ao mesmo tempo em que é citado (ironicamente) de vez em quando por Bolsonaro. O olhar de desejo dele seria mais em direção à Brasília do que num projeto local. Muda de partido? Costura com quem?

NA PRANCHA: Para muitos, Mandetta ainda surfa naquela onda de exposição ministerial para tentar fazer parte de um novo projeto político em nível nacional. Faz sentido - porque em termos de base de sustentação política aqui no Estado ele tem dificuldades. E mais: o DEM ‘guaicuru’ não é uno - os interesses são múltiplos.

INTERROGAÇÃO: 2019 foi marcante para Ricardo Ayache; assumiu o comando da Cassems e do diretório regional do PSB. Mas seu dinamismo na Cassems foi a antítese na seara política. Apesar das expectativas no pleito da capital - ele decidiu pelo apoio a reeleição de Marquinhos (PSD). Questiona-se: mudará de atitude em relação a 2022?

LOTERIA: Há cargos públicos ‘saborosos’ mas invisíveis. O amigo Youssif Domingos largou a política para chefiar a Agepan. Sábio, discreto, passou despercebido. Agora com o fim de seu mandato - abriu a temporada de cobiça e muita gente sonha com esses 4 anos (iniciais) de paraíso. Não sei qual é o trabalho, mas deve ser muito ‘interessante’.

VEREANÇA : As redes sociais mostram o nível. Em Nova Lima (MG-95 mil hab.) o novo presidente apenas soletrou frases desconexas ; em Matureia (PB) um vereador foi incapaz de ler o juramento ; em Itupeva (SP-55 mil hab.) outro vexame. Amostras do que vem por aí e que vai desaguar um dia nas prefeituras, Assembleias e Congresso.

NA REDE: Parentes, amigos e adversários na posse, munidos de celular para registro das imagens e discursos do evento. Nesta hora aflora o velho espírito crítico da política, colocando vereadores em situação de desgaste - antecipando-se ao exercício do próprio mandato. No interior é assim: adversário político é adversário 365 dias por ano.

CASSILÂNDIA: Vereador ‘Osvaldo Baiano’ acusou um colega de ‘santagens’ e foi corrigido para usar o termo ‘chantagens’. Jeitoso ele completou: “é santagens sim, pois V.Exa. fica dando uma de santinho”. Apesar dos risos da plateia, Osvaldo estava certo ao empregar (sem conhecer) - a figura do neologismo ‘santagens’, derivativo de santo.

PREGUIÇA? Eu diria falta de tempo, pragmatismo. Os leitores não querem saber de textos longos, complexos, vistos como ‘defesa de tese’. Como a leitura é descartável, a opção crescente é pelo ‘resumo do resumo’. Para piorar, a nova geração ‘alfabetizada’ na internet escreve pessimamente e nem com aulas de caligrafia consegue melhorar.

ACABOU! O capricho era a marca das palavras inseridas em documentos oficiais. Os livros antigos dos cartórios, por exemplo, são exemplos em extinção de verdadeiros tesouros. Se antes eram os médicos referências de letra ruim, hoje o modelo é extensivo a outros profissionais e categorias, inclusive aos professores. O que fazer?

BRAÇOS ESTICADOS: É só abrir o WhatsApp para ver a guerra da vacina onde ‘infectologistas, sanitaristas e bioquímicos’ se digladiam. Estando no grupo de risco o colunista não tem conhecimento científico para defender essa ou aquela vacina. Emitir opinião sobre algo desconhecido é burrice. Portanto, nossos braços estão a postos.

O QUADRO: Nossas vidas interrompidas, por uma paralisia que gera insegurança e perturbação nas relações com o tempo, memória, família e trabalho. É preciso cuidado para não perder o chão ao se refletir sobre o ontem, hoje e futuro. O tal ‘home office’ só quebra o galho – além de invadir o espaço doméstico, acabou limitando nossas pernas.

OS DESIGUAIS? Além das discriminações habituais, outro fator poderá servir de referencia na identificação das pessoas: a criação da casta de vacinados (privilegiados) se o remédio não chegar à todos no mesmo prazo. Cenário maluco, de demagogia com a política misturada à saúde – servindo de palanque para os nossos ‘santos políticos’.

CASA CAIU! Não é culpa do governo. Um dia teria que acontecer. Criaram agências (deficitárias) demais para atender aos políticos e com a nova realidade econômica o Banco do Brasil não é mais o mesmo. Aliás, o atendimento ao público vem deixando a desejar. Os seus funcionários parecem insatisfeitos e pouco felizes em suas funções.

THE END: Dinheiro de investidor não tem pátria. O objetivo final é o lucro. Esse caso da Ford é apenas mais um. Se as empresas de calçados no Brasil saíram do Sul rumo ao Nordeste, a mesma postura se aplica as multinacionais. Essa bronca da esquerda e dos sindicalistas não procede. Impostos demais e vendas de menos criaram o clima final.

“Liderança é a capacidade de exigir que as pessoas façam o que não querem fazer gostem de o fazer”. (Harry Truman)

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Comentário

REPERCUTE: Enquanto o deputado Dagoberto Nogueira (PDT), mesmo envolvido nas eleições de Campo Grande, foi o campeão em gastos na ‘cota parlamentar’ com R$ 411.343,03, o seu colega Fábio Trad (PSD) conseguiu o exercício pleno do mandato eficiente gastando só R$ 55.046,16. Ao leitor resta a sabia e única conclusão. De leve...

ESBÓRNIA: “Constituição tem 103 vezes a palavra “direitos” e 9 vezes a palavra “deveres”, Trata-se, claro, de uma conta que não fecha (-) nosso país gasta 14% do PIB para sustentar o funcionalismo público, enquanto o Japão usa 5% do PIB. O Brasil não consegue pagar essa conta”. (Ricardo Barros (PP-PR), líder do Governo na Câmara.

CALMA! Os novos vereadores não podem se precipitar. Tudo ao seu tempo. Primeiro as noções básicas do cargo e as atribuições. Mas estão previstas proposições de títulos de cidadania, votos de pesar, de louvor, denominação de ruas e logradouros. Detalhe: a formação cultural ajuda, mas não é determinante assim como o estilo do nó da gravata.

EQUÍVOCOS: Pesquisas mostram que a maioria dos vereadores sonha com o cargo de prefeito, inclusive os novatos delirando pelo sucesso do batismo nas urnas. A disputa por espaços na Câmara e na mídia é esperada. Alguns conseguirão, mas outros passarão despercebidos, anônimos, ao longo do mandato. E 4 anos passam rapidinho – vapt vupt.

BALELA: Aquelas utopias de campanha e início de mandato serão logo esquecidas e trocadas por posturas ‘pragmáticas’ comuns na vereança. Vão priorizar a sobrevivência do mandato, as vantagens financeiras (salários, verbas de representação e as famosas diárias) e as nomeações de correligionários na administração municipal.

AMARGO: O fim da vereança por força das urnas não é agradável. Sem mandato o cidadão deixa de ser referência, não é mais consultado na comunidade. Isso gera certo desconforto social. Enfim, retornar à antiga realidade exige humildade contra aquela vaidade que embalou o status do cargo. Aliás, como tudo na vida tem início e fim.

‘VASO BRASIL’: Ficará entupido ganhe quem ganhar na Câmara Federal. O deputado Arthur Lira (PP-AL) é réu no STF e acusado de ‘rachadinhas’. Baleia Rossi (MDB-SP) tem apoio do presidente Rodrigo Maia, do PT e da esquerda contra o ajuste fiscal, a desestatização, as reformas e a diminuição do tamanho do Estado.

‘ALZHEIMER’? O DEM era o PFL que o ex-presidente Lula (PT) tentou exterminar e depois foi um dos algozes de Dilma. Agora o DEM e PT esquecem tudo e se associam para presidir a Câmara, num provável 1º ato preparatório do impeachment presidencial que já teria a benção do STF inclusive. Aí o eleitor fica pirado, não entende essa zorra.

COMPARANDO: Obama levou sorte com a crise financeira em 2008 e ganhou de John MaCain. Trump estava em alta até a Covid chegar. Bem nas pesquisas de hoje Bolsonaro dependerá em 2022 de 3 fatores: economia em alta, sucesso do combate à Covid e da postura dos adversários – para os quais quanto pior a situação, melhor!

DEBOCHE: 10 suplentes assumindo na Câmara Federal no lugar de eleitos a prefeito e vice prefeito. Em pleno recesso ganham salário, cota parlamentar e auxílio-mudança. Sem sessões não apresentam projetos, sem discursos e nem participam das comissões. Nada a fazer! O fato vitamina a descrença da opinião pública em nossas instituições.

SUCESSÃO: Em 2022 teremos ao menos 8 candidatos a governador, sendo para alguns uma eleição preparatória das eleições da capital em 2024. A deputada Rose Modesto (PSDB) nesse rol. Ela quer chegar ao 2º turno. Se não vencer mas tendo boa votação em Campo Grande, terá preparado o terreno para a disputar a prefeitura dois anos após.

POLÍTICA: Nela nem sempre a derrota é perder. O derrotado pode se beneficiar pela experiência adquirida. Exemplo: em 2012 Reinaldo Azambuja (PSDB) ousou candidatar-se a prefeito da capital. Perdeu, mas surpreendeu com a boa votação (25% dos votos) – o que viabilizou a candidatura com sucesso ao governo dois anos após.

DOURADOS: Em 2022 teremos eleições! Os derrotados acompanham o novo governo. Interesses convergentes e conflitantes existem na cidade tão rica e complicada. Com 4 deputados estaduais e o vice governador, a cidade precisa manter seu peso político no Estado. Hoje, a prioridade do prefeito é viabilizar seu governo ainda indecifrável.

DUPLA AÇÃO: O prefeito Alan Guedes (PP) precisa viabilizar a gestão nos 6 meses iniciais e só após pensar em política. Mas apenas o apoio da Câmara é pouco. Necessita sim de emendas federais e estaduais dos 4 parlamentares de olho na reeleição. Oriundo da Câmara, Alan teria a leitura pragmática de tentar agregar apoios nesta hora difícil.

ISOLADO? Nem pensar! A hipótese remota leva-nos ao exemplo de Alcides Bernal (PP) em Campo Grande – sucumbindo ao não dialogar com a classe política. Mas Alan é articulado, tem DNA político, esteve do outro lado do ‘balcão’, e sabe: a construção política passa pelo diálogo, sensibilidade, a arte de ouvir e também de virar a página.

UM DRAMA: A reeleição de prefeitos tem um lado complicado e pouco mostrado. Geralmente para se reeleger o prefeito faz alianças diversas e com elas as promessas de prestigiar grupos e siglas na futura gestão. Aí vem o fato complicador: os funcionários (também fieis no pleito) não aceitam perder seus empregos. E como resolver isso?

INEXPLICÁVEL: O deputado Lucas de Lima (SOL) foi à Alagoas visitar parentes e voltou espantado com a lotação das praias no pico da Covid, onde só os ambulantes estavam a trabalho. Lembrei-lhe de Kafka, segundo o qual ‘o mundo coletivo funciona por razões que a razão individual desconhece’. Bem...depois não adianta chorar.

‘PLIM PLIM!’: A Crefisa, (parceira do Palmeiras, coincidentemente o clube de Bolsonaro) desistiu de patrocinar o JN (R$ 15.049.000 mil mensais) - onde o comercial de meio minuto no intervalo custa R$ 847 mil. A concorrência da internet e a crise - as causas. Odiada também pelo PT, a saída da Globo seria apostar as fichas em Hulk?

‘QUE FASE!’: O governador paulista João Dória (PSDB) massacrado nas redes sociais por conta também de 2 episódios: sua malfadada viagem à Miami em plena pandemia e o decreto do ICMS de produtos do agronegócio. Sairá menor da pandemia; seu projeto de disputar o Planalto foi água abaixo. Não há vacina que o salve destas enrascadas.

PONTO FINAL: “ ( - )...Estes são tempos de parar para pensar: difícil, eu sei. O que ando fazendo da minha vida, do meu dinheiro ou da minha necessidade, dos meus amores ou rancores, como estou construindo minha existência ou destruindo o que toco. (-)...Quero de volta a minha vidinha cotidiana, para receber família e amigos...” (Lya Luft)

Política – Luta de interesses disfarçada de disputa de princípios (Ambrose Bierce)

Comentário

BUROCRACIA: Os novos prefeitos, ansiosos em dar soluções aos mais diferentes desafios não podem esquecer deste velho fantasma. Esse conjunto de regras que deveria nortear e facilitar a conduta dos gestores mais atrapalha do que ajuda. Max Weber, o sociólogo alemão, não imaginou que a inovação que defendeu traria tantos problemas.

ALERTA: Os administradores devem estar atentos à nova Lei de Licitações aprovada agora pelo Senado. Leis novas sempre apresentam controvérsias na sua aplicação e que podem atrair ações dos Tribunais de Contas e do Ministério Público Estadual/Federal. A construção de determinadas obras deverá merecer os devidos cuidados.

AVISO: A nova Lei de Licitações desburocratizará a construção civil com licitações digitais, seguro da obra e punições nas fraudes (prisão de 4 a 8 anos) e de 4 a 12 anos no caso de superfaturamento. A tentação: Até o valor de R$ 100 mil a prefeitura estará dispensada de licitação. Detalhe: proibida a aquisição de itens de luxo nas licitações.

OLHO VIVO: A assessoria técnica é a bala de prata de qualquer gestão municipalista. Mata todos os ‘fantasmas’, evitando assim problemas junto aos órgãos fiscalizadores e eventuais desgastes políticos. Os novos prefeitos devem estar despidos de sentimentos de vingança ou coisa que o valha. Afinal, o mandato é transitório e o poder é efêmero.

MUDANÇAS: Lá atrás, nos velhos tempos, mudança de prefeito interiorano era uma ‘operação de guerra’. Já antes da posse a lista do demitidos era pública. Adversários ficavam sem emprego; o cargo não tinha amparo nas leis da época. Mas tudo mudou e as leis protegem a maioria dos cargos exercidos por concurso. Foi um alívio, é claro.

MILAGRES? Só andaram em alta na ‘Santa Sé’ ao contrário das cidades sem grandes recursos! Não se transforma ‘terra arrasada’ em um paraíso num estalar de dedos. Os novos gestores podem ter boa vontade, mas os efeitos positivos de suas ações só aparecerão após o primeiro ano. Antes disso ficam apenas nas ‘ações de perfumaria’.

FUNDAMENTAL é descobrir rapidamente o caminho de Brasília tendo como guias ou padrinhos os parlamentares federais. Bons projetos resultam em conquistas para a cidade. O Governo Federal tem municipalizado suas ações como temos visto nos últimos anos. Mas o prefeito não pode se acomodar esperando as coisas caírem do céu.

COMUNICAÇÃO: Antes esse item era considerado fator irrelevante na administração municipal. Hoje a interlocução entre o prefeito e a comunidade é imprescindível e influencia na avaliação do trabalho do gestor. Com o advento da internet, as realizações nas prefeituras são acompanhadas em tempo real até pelo simples celular. Portanto...

NO ARREMATE do assunto um alô aos prefeitos em final de mandato. Levarão pra casa as preocupações e questões junto à Justiça, TCE, TCU e demais órgãos ligados à administração. Ficarão as ‘dores de cabeça’! Existe hoje a Associação dos Ex-prefeitos de MS para cuidar destas ‘heranças’. É a ressaca do poder que pode varar anos e anos.

COVID: A vacina desperta esperança e ceticismo. A rapidez de sua criação, os riscos de efeitos colaterais e as mutações do vírus questionam a duração da sua eficácia. Além do financeiro há o fator político. Essa postura do governador João Dória (PSDB) e seus outdoors espalhados por aí mostram o seu ‘projeto de poder’ aproveitando a ocasião.

INGÊNUOS: Não existem nestas situações. Os laboratórios de olho no lucro. O papel da China é suspeito. A rejeição da vacina ainda existe; na França é de 40%; na Rússia 53%. Aqui o apelo pela vacina emparedou Bolsonaro através da grande mídia com os adversários de olho em 2022. Nosso desejo é que a vacina venha rápido e seja eficiente.

COINCIDÊNCIA? Na pesquisa ‘Poder Data’ caiu a confiança na imprensa: 50% ‘mais ou menos’. A maioria de quem confia nela critica Bolsonaro. A maior desaprovação é no Norte seguida do Sul e Centro-Oeste. Os seguidores de Bolsonaro são maioria entre os que desconfiam dela. Desde outubro a desconfiança cresceu 10 pontos.

INTOCÁVEIS? Primeiro os promotores de justiça paulistas, seguidos do STJ e do STF querendo furar a fila pedindo 7 mil doses da vacina contra a Covid. Esse pessoal se julga superior e mais imprescindível que os profissionais da saúde e do resto da nação. Péssimo exemplo de quem prega ética, justiça e respeito. Intocáveis não, egoístas sim!

ESPAÇO para agradecer a iniciativa do colega Rui Spínola Barbosa – diretor do semanário ‘Raio X’ da capital em incluir o colunista no rol dos personagens que se destacaram em 2020 neste segmento. Iniciativas como essa sensibilizam e incentivam na caminhada de 20 anos ininterruptos assinando a coluna. Um beijo no coração do Rui.

‘RACHADINHAS’: Prática antiga. Parlamentares ficam com parte do salário dos funcionários que nomearam. Mas há também ‘rachadinhas’ das vantagen$ do cargo de presidente de Câmara Municipal: combina-se rachar entre certos colegas da mesa a verba de representação e as sobras. Como o pacto é sujo, nem sempre é honrado.

DESABAFO: No alto de seus 90 anos de idade e exercendo a medicina na Santa Casa de General Salgado (SP), onde é diretor, meu amigo dr. Kleber S. Sales postou no facebook: “A Argentina aprovou Lei que pode assassinar fetos de até 14 semanas. Terra do Papa! Monstros! É por isso que a Argentina vive na merda! Que 2021 seja pior para eles; um terremoto no centro da CASA ROSADA”.

THE END: Era referência cultural das cidades. Após enfrentar o videocassete, DVD e streaming, o cinema interiorano sucumbiu de vez com a Covid-19. Espaços que antes embalavam beijinhos e sonhos dos namorados deram lugar às igrejas e supermercados. Sem cinema, as cidades perderam sua fáabrica de fantasias. Ficaram frias, sem alma!

QUARENTENA: Nela, as pesquisas no Google estão revelando nossas carências e o que somos hoje. Nesta lista: álcool gel, contaminação, cloroquina, OMS, mascaras, meditação contra insônia, chás, dores de cabeça e nas costas, mercado livre, livros de sucesso, Netflix, jardins, hortas, delivery de comidas saudáveis. Coincidência apenas?

PREVISÕES: A literatura mostra que tentar ‘adivinhar’ o futuro é parte da história, de governantes, de comuns e ilustres. Os ciganos ainda exercem certo fascínio lendo as mãos através de gerações. Misticismo e crenças à parte, essa preocupação com o futuro é saudável, mas sem esquecer o dia presente que deve ser vivido em toda sua plenitude.

GUILHERME FILHO: Mais uma vítima da Covid-19. Grande jornalista, conhecia como poucos os bastidores do poder mesmo antes da criação do MS. Foi embora sem escrever suas memórias. Começou lá atrás no Diário da Serra, passou por vários órgãos de imprensa e estava na CBN. Estamos amarrotados com sua perda. Vai com Deus!

MARIO QUINTANA: “O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede: conheço um que já devorou três gerações da minha família.

PONTO FINAL: “É preciso ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. Esperançar é se levantar, é ir atrás; esperançar é construir. Esperar é não desistir. Esperançar é levar adiante, é juntar-se com outros para fazer de outro modo” (Paulo Freire)

FELIZ 2021: SAÚDE E PAZ !

SÓ AS MELHORES:

STF dá 48 horas para Bolsonaro revelar os números da Mega Sena da Virada

STF questiona o gol de Bolsonaro na Vila Belmiro e vai acionar o VAR

Esquerda critica Bolsonaro e ‘ignora’ as atrocidades em Cuba e Venezuela

É preciso adiar o fim do ano (ator e escritor Gregorio Duvivier)

Comentário

OUTRA GALÁXIA: publicação especializada mostra que no Japão, um membro da Câmara dos Representantes ganha o equivalente a 143 mil dólares anuais, com direito apenas a 3 funcionários de gabinete pagos pelo governo, além de passagens gratuitas em trens de alta velocidade e 4 bilhetes de ida e volta de avião entre Tóquio e seu distrito eleitoral. Enquanto isso no Brasil...

A DIFERENÇA! O Japão é um bom exemplo também nas cidades. Honestidade e ética indispensáveis. Em Suzuka (250 mil habitantes) são 20 cadeiras de vereador cujo mandato é gratuito. Quem se habilita deseja apenas colaborar com a comunidade. Numa das últimas eleições municipais apenas 24 candidatos concorreram as 20 vagas.

SUÉCIA: 97% dos vereadores não tem salário. Estocolmo tem 26 vereadores e cada um recebe 235 dólares mensais e 150 dólares por sessão. A gratuidade do estacionamento do veículo é a única mordomia. Quando o vereador deixa o emprego para as sessões na Câmara a sua empresa é ressarcida pelo poder público pelas horas não trabalhadas.

NO BRASIL: Ancorados em leis generosas, os vereadores usufruem de benefícios poucos divulgados, alvos de constantes ações do Ministério Público. O menor salário é de R$ 5.600,00, além dos penduricalhos. O pior: não acredito que tenhamos na nova safra de vereadores no país os mesmos propósitos de cidadania registrados em Suzuka.

A LADAINHA dos vereadores estreantes é conhecidíssima, repetida entre a apuração dos votos e a posse. Empolgados ou demagogos lembram da vontade do povo, da necessidade da renovação de ideias/posturas e maior proximidade com a população. Mas com o tempo mudarão e devem ficar iguais aos antecessores. Alguma dúvida?

TCHAU! TCHAU! Não reeleitos, agora os ex-vereadores terão que se readaptar à realidade. Sentirão falta das fotos na mídia, entrevistas, convites para eventos sociais e das vantagens financeiras. Alguns terão que achar as sandálias perdidas da humildade. Os ternos e gravatas vão para o armário e só sairão para casamentos e datas especiais.

‘CURIOSO’: Desde quando cobria os trabalhos da Câmara em Rio Preto (SP) notei o baixo percentual de vereadores que desistiam da reeleição. Esse apego ao poder dos nossos ‘malvados favoritos’ é impressionante. Reclamam da falta de privacidade e cobranças do eleitor, mas, no balanço das perdas e ganhos, as vantagens são maiores.

NOVIDADE: Ao anunciar concurso para preencher 3 vagas de funcionários em seu gabinete, a vereadora eleita da capital Camila Jara (PT) inovou dando uma lição ao próprio PT que comete os mesmos vícios dos partidos que ele critica. Seus vereadores e deputados usam os gabinetes para amparar os ‘companheiros desempregados’.

FÔLEGO: Nosso ex-ministro Mandetta ativo nos círculos políticos de olho em 2022. Foi capa recente da revista IstoÉ. Suas previsões confirmadas sobre o crescimento da pandemia melhoram seu cacife político. Mas ainda é duvidoso apontar qual o caminho que ele tomará devido a vários fatores. Mas ele está participando do ‘jogo’.

TUDO BEM! Nem parece que estamos vivendo no inferno astral de uma pandemia. A economia no Estado descolada de tantos desafios. Obras e projetos em andamento nos mais variados setores da administração estadual. O pagamento pontual dos salários aos funcionários é outro ponto positivo da gestão do governador Reinaldo (PSDB).

RACISMO: Nas redes sociais em vídeo o cantor Agnaldo Timóteo dizendo ter orgulho de ser negro e fala das ‘incoerências’ dos negros que votaram na Marta Suplicy e não votaram na Benedita. E ele desafia ironicamente: qual a cor da mulher do Pelé e do Thiaguinho? E arremata: “nós negros não temos o direito de ter vergonha da nossa cor”.

PERDAS: No ano do 40º aniversário da nossa Constituição Estadual faleceram mais dois deputados que participaram daquele importante evento: Roberto Orro e Onevan de Matos. Antes já havíamos perdido os ex-constituintes Horácio Cerzózimo, Ramez Tebet, Rudel Trindade, Valdomiro Gonçalves e Zenóbio dos Santos.

NA INTERNET: Nela o assunto ‘vip’ se refere a pandemia e a vacina. Para alguns, a China sem disparar um tiro sequer promoveu a 3ª. Guerra, com tecnologia e ganhando dinheiro. As mutações da Covid-19 e o aumento do número de mortes fermentaram o debate. No meio de tantas dúvidas uma certeza: todos nós queremos sobreviver.

UM INSTANTE! Merece ser divulgado o decreto federal que facilitou a implantação da piscicultura nos reservatórios das hidrelétricas. A notícia beneficia nosso Estado com seus enormes lagos artificiais - inclusive já aproveitados na região de Aparecida do Tabuado. Uma outorga gratuita por 35 anos que vai gerar empregos e muita renda.

EU E EU: “O narcisismo tomando conta das redes sociais. Não dá para aguentar... Será que esse povo não tem mais o que fazer? O que tem de gente se achando, não está no gibi. Dê-lhe photoshop para aguentar. Sonhar é bom. Exagerar no sonho faz mal” (Fernando Soares – cronista social em Campo Grande)

O COLEGA Fernando tem toda razão, Há uma contínua prática de massagear o ego nas redes sociais em perigosa exposição pública. Também os religiosos vão além do bom senso, postando-se como milagreiros ou ‘pop stars’. É preciso lembrar também que compartilhar postagens que não sejam verdadeiras é considerado crime.

O SABIDÃO! Chefe político analfabeto pedia ao empregado para ler documentos e papeis do dia a dia. Mas veio a briga com a mulher que foi parar na justiça. Quando chegou o mandado judicial com toda história conjugal relatada, ele chamou o melhor amigo para a ler a petição recomendando: “Leia alto para mim - mas tape os ouvidos”
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REFLEXÃO:“...(-)...O dia a dia nada mais é do que uma fuga e um disfarce que vestimos para emanar e projetar para fora a imagem que querem ver da gente. Duro é sustentar essa aparência convencional, enquanto o que se grita por dentro é o desejo de revelar-se e a intuição convida o tempo todo a expressar com ímpeto e espontaneidade o que realmente faz todo o sentido. Não se distancie de si mesmo, me diz a voz interior. É a única fórmula para se reinventar nesta vida” (Thea Tavares)

NICETE BRUNO: “Quem teve o privilégio de viver muito sabe que o tempo é um mestre muito caprichoso. As vezes suas lições são tão repentinas que quase nos afogam. Outras vezes elas se depositam devagar como conta gotas diante da avidez de nossas perguntas. Por isso quem teve o privilégio de viver por muito tempo, aprende a olhar com serenidade o turbilhão da vida. Amores ardentes se extinguem, urgências se acalmam, passos ágeis se alentam, enfim tudo muda...

CONTINUANDO... Muda o amor, mudam as pessoas, muda a família! Só o tempo permanece do mesmo modo, sempre passando. E é por isso que eu quero nesta noite erguer um brinde a ele - o tempo - que esculpiu em meu rosto e na minha alma a marca que eu tanto me orgulho” (texto de autoria ignorada), interpretado por Nicete Bruno no final da novela ‘A vida da gente’ (Rede Globo)

Charles Chaplin: “Pensamos demasiadamente e sentimos muito pouco”

Comentário

EM BAIXA: Além da votação pífia dos seus candidatos a prefeito o MDB tem sub judice as suas vitórias em Paranhos e Sidrolândia. Com apenas 2 vereadores eleitos na capital o partido entrou no rol dos nanicos. A cúpula da sigla ainda não se reuniu para ‘analise’ do desastre. Igual ao velho lobo banguela, o MDB uiva, mas não morde mais!

NANICO: O candidato Marcio Fernandes (MDB) não ouviu a opinião de que ‘poderia sair menor das eleições’. Confiou no ‘prestígio’ do ex-governador Puccinelli com quem percorreu a capital à bordo do Uninho vermelho. Ele obteve só 3,01% dos votos, atrás de concorrentes estreantes e com estrutura partidária bem menor. Agora é tchau!?

DELÍRIOS: Alguns políticos que perderam o trem sonham em voltar à ‘estação de embarque’ em 2022. Gente estigmatizada e desconectada insistindo em ignorar a nova realidade (virtual). A postura do leitor nesta eleição mostrou: nada será como antes. Então é prudente que continuem em casa. Mais saudável e evitará ‘efeitos colaterais’.

INTOCÁVEIS? Iguais a outras figuras públicas como os artistas, os políticos também correm riscos pela Covid-19. Os exemplos cruéis mostram: cada caso é um caso, não há regra geral. Portanto, antes de se pensar nas eleições de 2022, o pessoal precisa repensar a conduta para preservar a própria vida. Menos vaidade, ambição e mais juízo.

DESEMBARQUE: Ah! Que arrependimento! Decididamente a deputada federal Rose Modesto (PSDB) não gosta de Brasília. É outro mundo. O plano dela é fortalecer o seu futuro partido – ‘Podemos’ – onde desembarcará na janela partidária para participar das eleições de 2022. Mas a fritura dela na frigideira tucana prossegue.

DÚVIDAS: Como serão as eleições estaduais em 2022? Haverá espaço para que novos grupos políticos entrem na disputa? Quais deputados estaduais poderão tentar uma vaga na Câmara Federal? Como estará a relação do PSDB com o DEM até lá? O MDB seria coadjuvante apenas? Que influência a sucessão presidencial terá no pleito estadual?

A HISTÓRIA mostra que os candidatos presidenciais alinhados à direita venceram as eleições em nosso Estado. No duelo entre Lula e FHC venceu o sociólogo. As pesquisas mostram nosso eleitorado apoiando o presidente Bolsonaro. Esse componente pode ter um peso significativo no cenário – beneficiando talvez quem estiver alinhado com ele.

1-ASSEMBLEIA: Dep. Lucas de Lima (SOL) é coautor com Neno Razuk de projeto contra abandono e maltrato de animais; tem novas parcerias com 17 vereadores eleitos. Dep. Gerson Claro (PP): pede melhorias no trânsito de Aparecida do Tabuado, Itaquiraí, Paranaíba e reforma em 5 escolas de cidades interioranas. Dep. Lídio Lopes (Patri) tem projeto para substituição do IGP-M pelo PCA nos contratos de consumo no MS. aos leitores e empresários da mídia, meus parceiros de lida. Em frente, mas de leve...  

SURPRESA! Como ficaria o quadro no caso de Murilo Zauth suceder o governador Reinaldo – na provável hipótese deste renunciar para disputar as eleições? Apimento o assunto com a outra hipótese; de Murilo disputar a reeleição. O quadro é nebuloso, ao contrário da Bahia onde ACM Neto é candidato ao Governo declaradamente anti PT.

A CONSTRUÇÃO da pré candidatura do Secretário Eduardo Ridel ao Governo vai ganhando forma. Ferramentas ele tem; com competência e o tempo a seu favor se posta como personagem jovem oriundo da livre iniciativa ruralista. Recomenda-se assim levar em conta todos esses seus predicados na análise das possibilidades eleitorais de 2022.

2-ASSEMBLEIA: Dep. Neno Razuk (PTB); duas emendas suas destinam recursos para educação, segurança e infraestrutura; pede unidade de bombeiros para Miranda. Dep. Mara Caseiro (PSDB); pedindo nomeação de papiloscopista para atender Cassilândia; Dep. Antônio Vaz (REP); virou lei seu projeto criando centros de ensinos para autistas em todo MS. Dep. Zé Teixeira (DEM); pediu a construção de prédio de USF (Unidade de Saúde Familiar) e unidades habitacionais em Água Clara.

A POLARIZAÇÃO entre grupos e partidos resistiram em outros locais de maior tradição política. Aqui, depois da UDN contra PSD veio a fase da Arena-PDS versus MDB. Com o PT esfarelado e a criação de novas siglas, as eleições não seguiram o mesmo formato. Portanto o pleito de 2022 poderá ser ‘sui generis’, muito interessante.

COLISÕES: Elas ocorrem na cúpula de qualquer governo em todos os níveis, mas os motivos nem sempre afloram na mídia. As relações, por exemplo, entre a ministra Tereza Cristina da Agricultura e o ex-ministro Mandetta da Saúde não seriam das melhores, embora ambos pertençam ao DEM. Qual deles sairá do partido?

É POSSÍVEL que alguns personagens se aproveitem exatamente deste momento para conquistar espaço na internet como ato preparatório de uma candidatura parlamentar. Afinal há um rico filão de internautas – hoje céticos politicamente - que possam talvez se identificar com propostas e ideias lançadas no facebook, blogs e similares.

E AGORA? Mesmo debaixo de fogo cerrado da grande mídia, o presidente Bolsonaro mantem sua avaliação pelo Datafolha no melhor patamar, aprovado por 37% dos brasileiros com “ótimo ou bom” e 29% como ‘regular’. Seria o excesso de críticas da mídia o responsável pela ‘vitimização’ do presidente junto a maioria da população?

3-ASSEMBLEIA: Dep. José C. Barbosa (DEM); emendas suas beneficiaram Angélica e Aparecida do Tabuado; projeto seu combate abusos das telefônicas. Dep. Renan Contar (PSL); atento as sessões e a tramitação de seus projetos atendendo vários segmentos da sociedade. Dep. Evander Vendramini (PP); projeto seu prorroga o prazo de vigência de autorizações e licenciamentos ambientais na pandemia. Deputado João Henrique (PL); em trâmite seu projeto sobre a devolução de taxas pelas faculdades e a proposta de mudança de critério de validade nos laudos de deficientes físicos no Detran.

SUFÔCO: A pandemia pegou todos de calças curtas. A saída foi a reinvenção. Como na iniciativa privada, o poder público apelou à internet. Na Assembleia Legislativa o presidente Paulo Corrêa (PSDB) foi ágil, inovou ao adotar o ‘home office, evitando a interrupção dos trabalhos, resultando inclusive em economia para a Casa. Nota 10.

REAÇÕES: Diferentes entre os deputados. Alguns entendem que a realidade é mais tranquila, sem pressão no plenário e sessões mais objetivas. Outros reclamam da falta de contato direto com o eleitor, vereadores e prefeitos durante as sessões. Mas, cada deputado deverá compensar ao seu modo esse distanciamento com seu eleitorado.

EM FUGA: Antes, as chácara eram vistas como ‘presente de grego’- deficitárias. Agora são buscadas por pessoas que querem o isolamento social devido aos riscos maiores de contaminação da Covid-19 nas cidades. Conversei com pessoas do ramo imobiliário que comemoram essa fase de valorização e aumento das vendas.

DOLORIDO: Nas festas de fim de ano vão sobrar lugares nas mesas de muitos lares. Raras as famílias que ainda não perderam alguém. Eu por exemplo fiquei sem 2 primos e um irmão levados pela Covid-19. E fica a pergunta: será que redescobriremos na dor os valores básicos da sobrevivência, diferenciando inclusive o essencial do supérfluo?

FELIZ NATAL!!!! – COM EQUILÍBRIO. A VIDA É BELA E ÚNICA!!!!

    

Comentário

PRETENDENTES e pretensiosos à vaga de Onevan de Matos na A. Legislativa já afloram. Em 2018 ele obteve em Naviraí 9.856 votos (41,84%); os demais pulverizados entre 124 concorrentes (pode?) locais e de fora. Mas havendo excesso de candidatos ‘da terra’ - há risco de ninguém se eleger e a cidade continuará órfã no legislativo estadual.

‘PARAQUEDISTAS’: Pousam em todas as cidades e prejudicam as candidaturas ‘nativas’, inviabilizando-as inclusive. Apesar da sua liderança de décadas, Onevan não teria sido eleito em 2018 só com os votos de Naviraí. E vale lembrar: com 1.465 votos o capitão Renan Contar (PSL) foi o candidato ‘visitante’ mais votado naquela cidade.

PRETENSIOSOS: Eles sobreviveram às eleições na capital. A votação pífia não lhes despertou a autocrítica por soberba, orgulho e já miram o indecifrável 2022. Ignorando o recado das urnas, não assimilaram a lição e se acham em condições de buscar vaga na Assembleia ou Câmara Federal. A presunção é mesmo alma gêmea da petulância.

PRETENDENTES: Até parecidos, mas diferentes dos pretensiosos. Como aspirantes a disputar um cargo, fazem a leitura correta do cenário, dos concorrentes, das suas reais chances de êxito preocupados inclusive em preservar a própria imagem, seu patrimônio moral. Os pretendentes tem biografia mais compatível ao seu projeto. E os pés no chão!

EXEMPLOS: Algumas candidaturas a prefeito da capital lembram os tambores (ocos, só fazem barulho); pretensiosos, de estatura política menor que a ideal para uma cidade de quase um milhão de almas. Seriam benvindas pesquisas avaliando as candidaturas derrotadas, para inclusive ajudar na reflexão e assim evitar futuros vexames de doer.

BRONCA: Embora legal, a verba do Fundo Partidário causa indignação. O deputado Dagoberto Nogueira (PDT) ficou famoso ao torrar a ‘bagatela’ de R$ 178,30 para obter cada um dos 6.507 votos para prefeito da capital. E a festa continua: em 2022 ele estará de volta pedindo votos na tentativa da sua reeleição. É a ‘lenga lenga’ de sempre.

TEREZA CRISTINA: A ministra da agricultura é maior do que o DEM por aqui. Já o ex-ministro Mandetta (DEM), da Saúde tenta sobreviver sem a musculatura de antes. Político sem mandato é espingarda sem cartucho. Mandato é a chave que abre as portas do poder; é o passaporte da imunidade, o escudo protetor em diferentes situações.

MANDATO: Quase sempre o político fica refém dele. A tal ‘cachaça’ não é a política e sim o mandato. Conviver pacificamente com o mandato exige equilíbrio. E quanto ao prazo de validade desta convivência vai depender da saúde e das urnas. Mandato vicia! Mas como a felicidade; às vezes só se dá o devido valor depois da sua perda.

COMPARANDO: Para o jornalista Mario Rosa o ‘DEM’ se posta como poderoso apesar de sua dimensão limitada. Lembraria o valente Lulu da Pomerânia que investe contra cachorros maiores. O DEM só conta com 28 dos 513 assentos na Câmara, 5 dos 81 do Senado e 8% das prefeituras do país. O prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes está no partido por conveniência; veio do PSDB e a qualquer momento baterá asas.

BELO GESTO: Ao cronista o deputado Lucas de Lima (Solidariedade) justificou sua emenda de R$ 100 mil à Santa Casa da capital pela grandeza dos serviços que ela presta a todo Estado com mais de 120 mil procedimentos mensais. A verba será utilizada nas reformas e aquisição de equipamentos do hospital. Um exemplo a ser seguido.

NELSON TRAD: Nove anos sem ele. Suas eleições eram com pouco dinheiro e muito entusiasmo de amigos/admiradores. Feliz, fazia o que gostava, sem se violentar. Difícil sobreviver na Câmara por 5 mandatos sem proteção de empresas, retaguarda do governo e sem descender de clã regional poderoso. O caráter do homem é o fruto da sua conduta.

SEM RANCOR: É na derrota que se conhece o campeão. O deputado José C. Barbosa (DEM); de favorito acabou derrotado nas eleições de Dourados. Absorveu o resultado com sabedoria, cumprimentou o vencedor e continua dinâmico. Relator do Orçamento para 2021 com 14 emendas, ele incluiu 10 delas beneficiando Dourados.

HUMOR! Chovia pouco, mas o prefeito de Monteiro (PB) telegrafou ao governador José Américo dizendo que a chuva era abundante. Temerosos pelo fim da santa ajuda, os comerciantes reclamaram da falsa notícia e então o prefeito enviou novo telegrama: Governador José Américo, cancelo chuvas, população continua aflita. Feitosa prefeito.

NA TRAVE! Foi por pouco, por muito pouco mesmo que o Brasil não imitou a Venezuela com a tentativa de se rasgar a Constituição. A reeleição da presidência do Senado e Câmara abriria a porta para aplicar a regra em todos os poderes e tornaria o Presidente da República refém da esquerda travestida de dois ‘Democratas’ golpistas.

‘DOUTORES’: Dos 8.188 acadêmicos de 35 cursos superiores no país só 213 deles obtiveram nota máxima na avaliação. Acadêmicos despreparados é prenúncio de novos profissionais incompetentes. A obsessão da sociedade é por ‘faculdades’, com o ensino fundamental relegado ao 2º plano. Como diria o Galvão Bueno: “Pode isso Arnaldo?”

DEMISSÕES: Também nos jornais, sites, rádios e TVs elas deixam as pessoas com auto estima abalada, beirando a depressão. O apego do jornalista ao seu labor justifica à citação da canção do Gonzaguinha: “...E sem o seu trabalho/O homem não tem honra/E sem sua honra/Se morre/ Se mata/ Não dá pra ser feliz/Não dá pra ser feliz...”

LEMBRETE: A vacina contra a varíola foi descoberta em 1789 na Inglaterra, mas a erradicação mundial só após 191 anos: em 1980. O médico Edward Jenner notou que mulheres ordenhadeiras das vacas com essa doença resistiam mais. Aí ele inoculou num menino o pus das tetas bovinas e ele ganhou resistência e após a imunização à doença.

HERANÇA: “A origem da expressão ‘será o Benedito?” vem da política. Após chegar ao poder em 1932, Getúlio Vargas preteriu os favoritos e nomeou Benedito Valadares para governar Minas Gerais. Até então, o político mineiro era figura desconhecida. Ao ouvir no rádio o anúncio da nomeação, a mãe dele exclamou: “Mas será o Benedito?”

A PROPÓSITO... Com as bênçãos do governador Reinaldo, o presidente do PSDB Sergio de Paula é o ‘Benedito’ da vez no Tribunal de Contas, onde conviver e agregar são imprescindíveis. Registro em forma de aviso: conselheiros por longos anos, Rubem Figueiró e Leite Schimdt não chegaram a presidência da Corte de apenas 7 membros.

FRASES DA POLÍTICA: “O preço do voto do eleitor mentiroso é o mais caro”. “Campanha eleitoral se parece com sauna. Após o calorão vem a ducha fria”. “Quando estamos no governo, todo adversário que pede emprego diz ser um técnico”. “Fato na política que a torna interessante: o choque dos falsos políticos com os políticos falsos”.

É MITO: Em artigo recente o ex-ministro da agricultura Xico Graziano lembra que o uso de hormônios para o frango crescer mais rápido foi banido ainda em 2004. Há anos que o comércio global exige aves sadias. O Brasil é o maior exportador de aves. Frango assado, chester ou peru: pode preparar o seu Natal sem medo de ser feliz.

NA INTERNET:

Após ser filmado em Cuba em ‘defesa da democracia’, Lula vai à Coreia da Norte para completar a saga. Uma brincadeira!

Maradona (em 90), Paolo Rossi em (82): carrascos que eliminaram o Brasil morreram. O Zidane está cortando agulha.

Responda rápido: qual o nome de um país bom da esquerda?

Após o STF votar contra a reeleição no Senado, o Alcolumbre sentiu na pele o que é um apagão.

‘Na pandemia vamos aprender a diferença entre o necessário e o supérfluo’ (Domenico de Masi)

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Comentário

BALANÇO: Culpar a pandemia pelo fracasso nas urnas é fácil, mas não cola. Eleição não é cobrança de pênaltis, onde a sorte e os detalhes contam. Eleição é o vertedouro dos sonhos e frustrações da sociedade. Mas poucos derrotados fazem a leitura correta do recado das urnas. O derrotado sempre procura um culpado (que nunca é ele).

CONSELHO: Quem está no poder precisa respeitar a oposição. Por mais incoerente que seja ela sempre oferece algo de útil ao exercício do mandato. Para a oposição 4 anos é uma eternidade, para a situação é um piscar de olhos. Portanto, a crítica pode ser um bom conselho gratuito e quem ignorá-la poderá ser punido na guilhotina das urnas.

SONHOS: Fantasia, ilusão, ambição e utopia; sinônimos para se questionar os desejos dos vencedores (e dos perdedores) nestas eleições. Assembleia Legislativa, Câmara e Senado no rol das aspirações. Mas lembro aos vitoriosos a título de advertência e de consolo aos derrotados que ‘na política o fundo do poço (às vezes) tem mola’.

PORTEIRA ABERTA: O interior mais oxigenado. A ‘oligarquia Câmara’ fraturada em Ivinhema. Nelito Câmara foi prefeito duas vezes e deputado estadual. O seu filho Renato também foi prefeito e se elegeu deputado. Mas nestas eleições Rogério Câmara (MDB) - irmão de Renato – perdeu a disputa para Juliano Ferro (DEM). Fim do ciclo.

1-ASSEMBLEIA: Deputado Lucas de Lima (Sol): Autor da ‘Campanha Dezembro Verde alerta para os riscos pelo aumento do abandono de animais durante a pandemia. Deputada Mara Caseiro (PSDB) pede a reforma e ampliação da Escola Estadual de Eldorado. Deputado Marçal Filho (PSDB): aprovado projeto de identificação de autistas no RG. Deputado Antônio Vaz (PR): é lei seu projeto criando a Olimpíada Estadual da Saúde. Deputado Neno Razuk (PTB): pede melhorias na infraestrutura e segurança para 5 bairros da capital.

POLÍTICA & POLÍCIA: Caminhando juntos. Na ‘devassa’ à casa do deputado Jamilson Name a estrela da ação foi a máquina de contar cédulas levada pela Polícia. Patética mesmo a declaração do ilustre parlamentar: “a polícia levou pouca coisa”. Portanto, de novo no conhecido ‘zoológico dos Name’ o bicho da vez foi a zebra.

CONTRADIÇÃO: Voto obrigatório com multa barata?! Aí o ‘não voto’ foi o grande vitorioso nas eleições. Em São Paulo 40,6% se abstiveram, votaram nulo ou branco no 2º turno. No Rio 40,6%; em Campinas 53,09% e em Porto Alegre 37,03% optaram pelo ‘não voto’ A cada pleito aumenta o desinteresse do eleitor. Há algo errado no cenário.

A REGRA é flexível, dependente de detalhes e fatos no intervalo das eleições. Nem sempre o resultado da eleição é atrelada à anterior. A repetição das tentativas pode até causar ojeriza se os postulantes não evoluírem na sua postura, fazendo das derrotas um aprendizado. Como protagonistas ou coadjuvantes fazem parte do cenário político.

FADIGARAM? Marcelo Bluma (PV) 2016 - 10.707 votos p/ prefeito; 2018 – 12.905 votos na capital ao Governo e agora só 2.057 votos para prefeito. Em 2018 o vereador Chiquinho Teles (PSD) chegou aos 14.102 votos na capital para deputado estadual e nesta tentativa da reeleição só 2.018 votos. Deixo ao eleitor a conclusão sobre ambos.

SORTUDOS? Insistentes também! Em 2018 o cel Alírio Villasanti conquistou apenas 3.326 votos em Campo Grande para deputado estadual. Agora, no PSL teve 1.954 votos para vereador e se elegeu. O médico Sandro Benites (Patriota) em 2018 conquistou 3.502 votos na capital para deputado federal e agora com 2.873 votos virou vereador.

ESCADA? Fazem do pleito da capital um degrau. João Catan (PL) obteve 4.943 votos na capital e se elegeu deputado estadual. Agora com 10.123 votos para prefeito adubou o terreno eleitoral para 2022. Pedro Kemp (PT): 10.428 votos para deputado estadual na capital (2018) e agora 34.546 para prefeito fortalecendo-se inclusive no próprio partido.

DÚVIDAS: Diferentes os casos de Dagoberto e Marcio Fernandes. O deputado federal obteve 8.423 votos na capital em 2018, agora só 6.507 votos (10º lugar – 1,57%) para prefeito (PDT). O deputado estadual do MDB, com o ex-governador Puccinelli à tiracolo, ficou no pelotão dos nanicos: 12.522 votos. Pesou o estigma do apoiador.

2-ASSEMBLEIA: Deputado Gerson Claro (PP): autor de PEC para vincular o rateio do ICMS ao índice do IDEB dos municípios. Deputado Lídio Lopes ( PATRI) na chefia da CCJ-Redação, contabiliza os lucros do seu partido nas urnas. Deputado José Teixeira (DEM): pedindo à bancada federal viabilização de aparelho de raio X para Caarapó. Deputado Vendramini (PP): comemora a eleição de 3 prefeitos, 2 vices e 28 vereadores ‘pepistas’ nas eleições.

PESQUISAS: Os grandes institutos com números tendenciosos nestas eleições e na maioria das vezes beneficiando os postulantes da esquerda. Mais uma vez, apuradas as urnas, lemos na mídia as mesmas desculpas esfarrapadas destes ‘profissionais em futurologia’ e desta vez acrescidas das ‘influências da pandemia’ junto ao eleitorado.

DISFARCES: Eleitores ‘setentões’ são conservadores. Aí a esquerda através da mídia até incentivou para eles ficassem em casa devido ao Covid. Outra tese difundida é que a ideologia era questão menos importante numa eleição municipal. Mas como ocorreu em Porto Alegre e outras cidades os ‘coroas’ saíram de casa para marcar posição.

MUTRETAS: É bom ir se preparando para os absurdos na escolha das pessoas a serem vacinadas contra o Covid-19. Teremos exceções: políticos, autoridades e privilegiados da sociedade. E por acaso os promotores de justiça paulistas, (que querem ser os primeiros a serem vacinados), seriam mais imprescindíveis do que os lixeiros jovens?

3- ASSEMBLEIA: Deputado Contar (PSL): pede recursos para o turismo em 2021 e maior divulgação do ‘Decola MS’ incentivando o segmento. Deputado João Catan (PL): seu projeto protetor dos derivados de leite no comercio recebeu aval da CCJR e agora seguirá o rito normal. Deputado José C. Barbosa (DEM): Atendidos seus pedidos estendendo até 2022 o prazo de validade do concurso da Agepen e autorizada a revitalização do quadrilátero central de Dourados através da Agesul.

LYA LUFT: “( - ) escrevo para dizer que o medo se justifica, é digno e necessário, precioso conselheiro, e por favor, amados leitores, amigos meus, cuidem-se. Perdoe-me, mas estes tempos de festas vão ser difíceis, intrigantes, incômodos... perigosos. Vamos inventar jeitos de amar, celebrar, sem perigo. A gente merece viver. E viver direito...”

FÁBIO TRAD: “( - ) Encaro com a alma ajoelhada de gratidão a Deus. Estou em casa iniciando a recuperação de minha saúde pulmonar. Gratidão infinita a Ele por ter me amparado nestes dias difíceis. Ainda está sendo um período muito fértil de aprendizado e evolução espiritual. Estou me esforçando para continuar a decifrar tudo o que ocorreu nestes dias de riscos e provações...”

“Argentinos: chega de realidades! Agora nós queremos promessas” (num muro de Buenos Aires)

“O silêncio do isolamento hospitalar é um professor implacável” (Dep. Fábio Trad)

 

Na Internet:

“O meu maior temor é uma segunda onda de ‘lives’”

“Moro na assessoria para empresas quebradas pela Lava Jato lembra o cara que fura o pneu de seu carro e depois se oferece como borracheiro”

“Feminista - fala sobre sexo, mas não transa. Socialista - fala sobre renda, mas nada produz. Sindicalista – fala sobre emprego, mas não trabalha”

Comentário

SURPRESA! Repercutindo a vitória do delegado de polícia Cleverson (PP) contra o candidato (sobrinho) do prefeito Waldeli de Costa Rica. Postulante a deputado estadual em 2018, Cleverson obteve 6.844 votos (3.499 votos na cidade). Mas carente de afago o eleitor quis mudanças. Waldeli (MDB) exerce excelente 4º mandato, mas fadigou.

A GUILHOTINA de Costa Rica alerta gestores ao estilo ’Rei Sól’, Luiz XIV (‘L État c’est moi’). Não se critica o nível da gestão, mas sim o estilo centralizador - a falta de diálogo com a sociedade organizada, cada vez mais crítica e exigente; querendo algo mais do que o progresso. E aí a urna eletrônica tem o papel de guilhotina - sem sangue.

TRANSFERIR prestígio é complicado. Outro caso: Em Bataguassu Pedro Garavina (PSDB) com recursos indenizatórios da CEESP revolucionou a cidade que ficou linda. Mas ele não elegeu Dennis Thomazini (PSDB), perdendo para Akira Otsubo (MDB). A exemplo de Costa Rica, o eleitor temia a ‘sombra’ do prefeito na futura administração.

DICAS aos futuros prefeitos: Não se deve agir como se a cidade fosse sua propriedade, com decisões estritamente do ponto de vista pessoal, sem ouvir técnicos, vereadores e a sociedade. O prefeito há de se conscientizar que após o mandato continuará residente e ouvirá opiniões sobre sua postura administrativa. Não há como fugir dessa realidade.

DOURADOS: Acredita-se que o futuro prefeito Alan Gudes (PP) tenha a dimensão da responsabilidade compatível ao seu feito espetacular. A propósito, as pesquisas e os sociólogos de plantão nem sempre adentram as entranhas do eleitor, às vezes puro, vezes pragmático, frio, incoerente, irônico ou até conivente. Enfim, um pouco de tudo!

AQUIDAUANA: Mantido o protagonismo dos tempos da UDN e PSD e pela primeira vez em 128 anos uma mulher (Viviane Orro) do grupo do deputado Felipe Orro (PSDB) disputou a prefeitura. Mas em 2022 haverá novo embate com espaços já demarcados. Aquidauana é imune a outros fatores; imutável no tempo ao seu estilo pantaneiro.
1 - ASSEMBLEIA: Deputado Lucas de Lima (Solidariedade): projeto normatizando o descarte de máscaras e acessórios anti Covid. Deputado Contar (PSL): projeto amplia a transparência e acesso aos atos administrativos. Deputado Lídio Lopes: preside a CCJR; aprovado seu projeto prevendo expedição de diplomas impressos em Braille.
CONFIRA o desempenho partidário que elegeu 838 vereadores nos 79 municípios: PSDB 231 – DEM 120 – MDB 118 – PSD 80 – PDT 51 – Podemos 36 – Patriota 31 – PP 30 – PT 25 – PSB 21 – Republicanos 20 – PSL 16 – SD 12 – PL 9 – Rede 2 – PSC 2. Há 2 critérios de avaliação: pela quantidade e pelo número de seus votos obtidos.

‘OS NOVOS’: A expectativa de mudanças pela ‘renovação’ nas Câmaras municipais leva-nos a frase de Lampeduza: “As coisas mudam para ficar como estão”. Impressiona! Tudo ficará só na intenção? Logo os novatos se encantam com as luzes do poder e suas benesses? Contaminados pelo vírus da vaidade os novos se transformarão em velhos?

HERÓIS? Opinião pública criticando o envolvimento de oficiais da Polícia Militar em episódios de agressões, contrabando e narcotráfico. Abusam da condição de ‘agentes da lei’, geram insegurança e medo! Aliás, alguns destes oficiais já foram até homenageados na Assembleia Legislativa recebendo medalhas inclusive. Atenta, a sociedade critica.

CARONA: A questão do racismo é aproveitada também por personagens em busca de espaço social/político. Num passe de mágica apareceu gente totalmente fora do contexto proferindo opiniões radicais e cometendo excessos. Mas os holofotes são insuficientes para iluminar esses oportunistas ocasionais. Azar deles - continuarão ignorados.

2-ASSEMBLEIA: Deputado Neno Razuk (PTB): pede recursos para a piscicultura em Amambai; quer canal de denúncias contra maltrato de animais. Deputado Marçal Filho (PSDB): é lei seu projeto para escolas e hospitais notificarem automutilação e suicídios. Deputado Evander Vendramini (PP): pede ampliação da rede de esgoto em Iguatemi. Deputado Gerson Claro (PP): ativo nas sessões; entregou benefícios às cidades e entidades via de emendas parlamentares.

RENOVAÇÃO: Aportará na Assembleia Legislativa. O ex-presidente da Famasul, Ademar Silva Jr - ligado à ministra Tereza Cristina - tentará uma cadeira pela região do ‘Bolsão’ para ocupar o futuro espaço à vista pela possível desistência do deputado Eduardo Rocha (MDB) em disputar mais uma reeleição. É o que rola nos bastidores.

SEM MACHISMO: Professora e vereadora Gerolina Alves (PSD) derrotou o prefeito Edvaldo Queiroz (PDT) e o ex-prefeito Silas José (PSDB em Água Clara. Gerolina foi eleita vereadora pelo PSDB, migrou para o PSD viabilizando sua candidatura. Obteve 3.605 votos, contra 3.004 do 2º colocado Edvaldo. Uma personagem interessante.

TRÊS LAGOAS: Em 2016 bem que tentaram diminuir a imagem do candidato Ângelo Guerreiro (PSDB) e até compará-lo ao ex-prefeito Ari Artuzi de Dourados. Não colou! No poder, agradou plenamente - reeleito com 63,92% dos votos contra 7 candidatos. Ao seu estilo simples, mas eficiente, ele consolida liderança sólida com respaldo das urnas.

COMPARAÇÃO: A cena final de Maradona no palco da vida precisa ser olhada com atenção também pelos políticos e autoridades no poder. Só quando as luzes dos holofotes se apagam é que eles se dão conta que a festa acabou. Aí enfrentam uma fase existencial difícil. Cruel: ‘amigos desaparecem e a caixa dos correios – vazia! Help!

3-ASSEMBLEIA: Deputado A Vaz (Republicanos): pede o recapeamento da rodovia Campo Grande a Rochedo; presidiu audiência da Comissão de Saúde. Deputado João Henrique (PL): aprovado seu projeto normatizando poda de árvores; em curso projeto contra o leite falso; Deputado José C. Barbosa (DEM): Atendido seu pedido das obras de acesso do Aeroporto à BR-463; pede convocação de praças e oficiais do concurso da Polícia Militar.
DURA LEX SED LEX: Ciclo político do ex-prefeito Braz Melo (PSC) chegando ao fim de forma lamentável. Perdeu o mandato de vereador por improbidade administrativa em decisão confirmada no STJ por doar (década/90) terrenos públicos para funcionários do município de Dourados que não preenchiam os requisitos do grupo de baixa renda. O caso soa como aviso aos futuros prefeitos sobre os riscos a que estarão expostos.

VEREADORES no país: MDB 7335; PP 6341; PSD 5194; PSDB 4377; DEM 4342; PL 3467; PDT 3441; PSB 3029; PT 2625; Rep. 2601; PTB 2474; Cidadania 1585; Pode 1528; PSC 1510; SD 1348; PSL 1205; Avante 1059; PV 805; PROS 754; Patriota 719; PC do B 694; PTC, PRTB 220; PAN 200; Rede 144; DC 123; PSOL 89; PMDB 46; Novo 29; PCB – 0.

EXTREMOS: Em 2016 o PT elegeu no país 2.812 vereadores, agora só foram 2.645. Disputará o 2º turno em 15 cidades, das quais chegou em 7 na frente no 1º turno. Caiu de 6,1 milhões de habitantes que governava para 3,8 milhões. Já a direita saiu vencedora através do DEM, PP e PSD com expressiva votação, independentemente das estripulias de Bolsonaro. E para 2022 – convenhamos - juntar a esquerda é mais difícil que unir o pessoal do centro e direita.

No Brasil as pessoas que mais tempo permanecem na cadeia são os carcereiros (Fraga)

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Comentário

CAMPO GRANDE: Os eleitores mais interessados em gestão eficiente do que em ideologia. Isso explica o recado das urnas. Ruas conservadas, lixo recolhido, vagas nas creches, transporte eficiente e boa educação pesaram. O dia a dia proporciona a visão mais próxima daquele eleitor pragmático quanto a administração e seus desafios.

VITORIOSOS: A vitória de Marquinhos Trad (PSD) no maior colégio eleitoral deu-lhe cacife para 2022. Também o PSDB do governador Reinaldo exibe musculatura ao eleger 37 prefeitos. Outra sigla em ascensão é o DEM - venceu em 15 cidades com a ministra Tereza Cristina da Agricultura - vitaminando-se para concorrer em 2022.

DERROTADOS: O maior deles foi o ex-governador Puccinelli: patrocinador do candidato Marcio Fernandes (MDB) - só 12.522 votos (3,01%), 5º lugar, atrás da estreante Sidnéia (Podemos). O desempenho do MDB no interior também decepcionou; venceu em 9 cidades – a maioria de colégios eleitorais pequenos sem grande influência.

ZERADO: O PT sonhava eleger até 10 prefeitos. Pedro Kemp – sem participação do ex-governador Zeca na campanha superou os 21.377 votos (4,87%) de Vander Loubet (PT) em 2012. Os 34.546 votos (8,32%) obtidos por Kemp foram por méritos pessoais pela sua atuação parlamentar em prol da educação e em segmentos da igreja católica.

HARFOUCHE: O discurso moralizador de Promotor de Justiça (Avante) contaminado desde 2018 ao aceitar ser candidato a vice governador e governador pelo MDB, sigla estigmatizada pelas denúncias de corrupção contra o ex-governador Puccinelli. Suas fotos naquele palanque emedebista ficaram gravadas na memória do eleitor. Seus 163.314 votos ao senado na capital em 2016 resultaram em 48.094 votos para prefeito.

TRAMPOLIM? Cada eleição tem o próprio roteiro. Postulantes a prefeito da capital não podem se fiar nos votos de agora. 2022 é outra história: cenário e roteiro imprevisíveis. O aviso vale especialmente para a delegada Sidneia (Podemos);Vinicius Siqueira (PSL); Marcelo Miglioli (SD), Izaqueu (PP) e o deputado João Henrique (PL).

MARA CASEIRO: (PSDB) participou vitoriosamente das eleições prefeiturais em 26 municípios ( de Mundo Novo a Alcinópolis) e também ajudou a eleger 80 vereadores. Uma retribuição a fidelidade dos companheiros que lhe deram 23.813 votos no pleito em 2018. Como sempre a parlamentar tucana está motivadíssima. Isso é muito bom!

EM BAIXA: Após deixar o PT o ex-deputado Paulo Duarte só perdeu eleições. Já no PDT em 2016 perdeu na tentativa de reeleição de prefeito de Corumbá para Ruiter Cunha (PSDB). Obteve 21.027 votos (41,41%). Agora no MDB, ele é derrotado de novo - com votação menor: 13.418 votos (26,99%. Aos 57 anos, ele tentará em 2022?

O CASO de Paulo Duarte é um exemplo das oscilações e desgastes a que estão sujeitos os políticos ao longo das eleições. A inquietude do eleitor atento ao cenário e aos seus personagens do entorno do poder político tem resultado em escolhas interessantes. Mas é a marca da democracia. Aceitá-la é preciso mesmo quando o resultado é adverso.

FADIGA: O excesso de protagonismo também atingiu Roberto Hashioka (PSDB ) em Nova Andradina. Prefeito por 16 anos, exerceu cargos públicos e elegeu a sua mulher Dione deputada estadual. Agora perdeu a eleição ao manter o estilo insensível ao novo olhar crítico do eleitor pelo excesso de empoderamento do ‘Clã Hashioka’, É o fim?

‘ABACAXIS’: Esqueçam as promessas. Os novos prefeitos terão pouca margem de manobra para driblar os desafios da queda da arrecadação e o aumento da despesa. Austeridade ou populismo? Vereadores e funcionários consomem boa parte da receita. Enxugar o quadro nesta crise? Vai sobrar para o Governo Federal. E tem caixa pra isso?

FOGUETES: Deputado Lídio Lopes comemorando o desempenho de seu ‘Patriota’ nas eleições. O partido elegeu 3 prefeitos (Glória de Dourados, Eldorado e Tacuru), 31 vereadores em 22 cidades – Edu Miranda e dr. Sandro Benites na capital – vários vices prefeitos, inclusive Adreane Lopes reeleita em Campo Grande. Plantou colheu!

RESSACA! Nas redes sociais as broncas de derrotados pela ‘ingratidão’ dos eleitores. Falam dos gastos, confessam dívidas e até doações de brindes. Um anuncia a venda da ‘Belina-89’; outro ficou sem seus 40 carneiros e um terceiro revoltado prometeu que irá se vingar não dando mais empregos em sua empresa para eleitores de sua cidade.

DOIS NOMES: João Daniezi vencendo as eleições em Ribas do Rio Pardo mesmo na sigla (PSOL) de esquerda numa cidade conservadora contra políticos tradicionais. Outro é Akira Atsubo (MDB); superando problemas de saúde e desmistificando a sua idade (82) ao se eleger prefeito de Bataguassu derrotando o candidato da situação.

EX-PARLAMENTARES derrotados para a Câmara da capital: Luiza Ribeiro (PT), Ribeiro da Ciclo (PODE), Aluízio Borges (PODE), dr. Antônio Cruz (PSDB), Elizeu Dionísio (MDB), Renato Gomes (MDB), João B. Medeiros (SD),Magali Picarelli (MDB), Odilon Nakasato (PTB) e coronel Ivan (MDB). Agora é tchau!

THE END? A trajetória de Odilon de Oliveira Filho (PSD) começou em 2016 com 6.825 votos para a Câmara da capital Em 2018 tentou a Câmara Federal - 19.198 votos. Nesta eleição - só 1.534 votos, 5.291 votos a menos que na estreia. A ausência de seu pai (ex-juiz) na campanha teria sido a causa do desastre? A cada eleição uma lição.

‘OS BRIMOS’: Depois de Beirute o próximo destino do senador Nelsinho Trad (PSD) será Istambul. O convite do Governo Turco foi feito através embaixador Murat Ates - recebido pelo senador, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado quando trataram do incremento das relações comerciais entre os 2 países. Sinal Verde.

MILITARES: 21 deles derrotados para a vereança da capital: gal Adalberto, subtenente Edlaine, coronel Ivan, major Centurião, cabo Cassimiro, cabo Silveira, cabo Pereira, cel Rogério, cabo Anna, subtenente Mota, bombeiro Quintana, sgt Viana, tenente Mônaco, sgt Lemes, cel Penha, capitão Arce, cel Komyama, cabo Anita, sgt Elmo, suboficial Gerson, sgt Betânia, O cel Vilassanti (PSL) foi o único eleito vereador.

“AMÉM JESÚS”: 3 vereadores da capital ligados diretamente a igrejas evangélicas se reelegeram: Gilmar da Cruz e Betinho (ambos do Republicanos) e Papy (SD). Pastores derrotados: Martha Teixeira (Republicanos) 1502 votos; Carlos Bazo (Patriota) 1330 votos; Maria Rosa ( Solidariedade) 70 votos; Jeremias Flores (Avante) 1303 votos.

DA MÍDIA: Em baixa. Ninguém desta área se elegeu vereador em Campo Grande. Cazuza (PP) 1278 votos; Jean Potência (PSD) 1257 votos; João B. Medeiros 977 (SD); Magali Picarelli (MDB) 494 votos; Jonas de Paula (PSDB) 394; Marinalva (DEM) 182 votos; Rodrigo (PP) 158; Gabino Lino (PSDB) 90 votos; Karina Ketti (SD) 151 votos.

PROFESSORES: Em alta! Na capital nada menos que 37 candidatos a vereança, com o PT (7) e PDT (6) apresentando o maior número deles. Foram eleitos os professores João Rocha (PSDB) - 4.157 votos; Riverton (DEM) 3.987 votos e André (Rede) - 1910 votos. Destaque para o professor (Ubras) surdo Samuel (PTB) que obteve 279 votos.

LULA x OBAMA: Antes eram só elogios para Obama porque ele disse que ‘Lula era o cara’. Mas com o livro ‘Uma Terra Prometida’ onde ele cita o ex-presidente Lula num mega esquema da corrupção, a opinião dos petistas mudou com críticas ácidas para ‘desqualificar’ o ex-ocupante da Casa Branca. A opinião ao sabor dos interesses.

NA INTERNET:
Se Obama participou do golpe para tirar o PT do poder e ainda colaborou com a Lava Jato, como afirma a Gleisi, por que o MST não invadiu e montou acampamento lá no quintal da Casa Branca?

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CABEÇA FEITA’: Aquele eleitor partidário ou ideológico se define muito cedo e não muda. Já o contingente de eleitores ainda sem um candidato definido depende da cidade, seu ambiente eleitoral e da combinação de uma série de fatores. Isso se conclui ao aferir os números de pesquisas confiáveis. Mas, lembrando: cada caso é um caso.

INTERROGAÇÃO: Prefeito, governador e presidente conseguem transferir votos para qualquer candidato – independente dos predicados exigidos? Vai pesar o ambiente de entusiasmo, confiança e a questão do bolso. Mas a diferença de prestígio entre o fiador e o candidato não há de ser grande - a ponto de ensejar comparação instintiva do eleitor. É como o noivo bonito com a noiva muito feia. Provoca suspeita.

ESQUISITO! Nem sempre o currículo e o apelo do candidato são suficientes para vencer. O eleitor até que reconhece o bom momento, a boa gestão do apoiador, mas foca na necessidade de mudança de estilo e das pessoas no entorno do poder. Resultado de influências vindas da mídia ou da própria inquietude do homem urbano de hoje.

EMBLEMÁTICO o pleito municipal de 2012 em Campo Grande. Alcides Bernal (PP) só com 3 minutos e 1 segundo na TV, venceu Edson Girotto, apoiado pelo governador Puccinelli e o prefeito Nelson Trad, na coligação do MDB, PRB, PDT, PTB, PSL, PSC, PR, DEM, PSDC, PRTB, PTC, PSB, PRP, PPL, PSD, PC do B – com 13 minutos, 26 segundos no horário eleitoral.

EXEMPLOS não faltam em todas as instâncias e locais. Pedro Pedrossian nunca elegeu um sucessor; Obama não elegeu Hillary Clynton (2016); J. Kubitschek não elegeu marechal Lott (1960); Carlos Lacerda não elegeu Flexa Ribeiro (1965) ao governo da Guanabara; o poderoso George W. Bush não elegeu John Mccain (2008).

DELÍRIO? Ex-prefeito Alcides Bernal (PP) reapareceu com o candidato a prefeito Ezacheu (PP). Aliás, por não dar sequência ao Programa Gisa na prefeitura da capital, foi multado em R$ 61 mil pelo Tribunal de Contas. Agora é carta fora do baralho. Como dizia o locutor Zé do Brejo da ‘Educação Rural’: “Quem o encontrar, favor avisar”.

OPINIÃO: “...É impensável que o país da NASA, da Microsoft e do Google fique esperando dias pelo resultado da eleição, contando votos um a um que chegam pelo correio, sistema inventado pelos faraós do antigo Egito há 5 mil anos atrás...(-)...Cabe agora a Biden liderar a mudança...(-)...As vezes é preciso um velho para fazer o novo”. (Thales Guaracy)

DE FATO o sistema eleitoral dos ‘States’ é incompatível com os avanços tecnológicos americanos em todas as áreas. Até países de quilate menor – como o nosso – já adotaram o voto eletrônico, seguro e rápido. Esse modelo antiquado motivou críticas nas últimas eleições, inclusive nestas onde a apuração dos votos ainda não foi concluída.

CARIOCAS: No mato sem cachorro. Após os escândalos e prisões de tantos figurões da política, o candidato Eduardo Paes (MDB) lidera a corrida rumo ao 2º turno. O pior é que os outros concorrentes também não materializam aquele perfil ideal desejado no imaginário popular. Como diz o ditado popular: “Se não tem tu? Então vai tu mesmo”.

PRETENDENTES: A articulação do apresentador Luciano Huck abriu a cortina. Quer juntar nomes no chamado centro para enfrentar a esquerda e a direita. O problema é que o time desejado não tem votos. Em 2018 os 5 candidatos com esse perfil tiveram só 11% dos votos, inferior a votação de Ciro Gomes. Combinar com o eleitor é preciso.

‘GENEROSO’: Os gastos (82%) dos candidatos a prefeito da nossa capital bancados pelo dinheiro do Fundão Eleitoral reascendem a discussão sobre seus reais benefícios à democracia. No fundo, esse dinheiro facilita aos caciques partidários a continuidade no poder, garantindo-lhes a visibilidade para futuras negociações. Sem grandes ilusões.

PROBLEMÁTICO: Usa o ‘escudo parlamentar’ e avança o sinal. O deputado federal Loester Truts (PSL) na mídia mais pelas bobagens do que pelo mérito legislativo. Esses excessos podem lhe custar caro. É da ‘nova política’? Lembrando Cazuza: “Eu vejo o futuro repetir o passado. Eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não para”.

HARFOUCHE: Terá que se contentar apenas com o poderes do cargo no Ministério Público? O seu sonho de ser candidato a prefeito de Campo Grande está na UTI. Se a impugnação da sua candidatura no TRE for confirmada no TSE e ele não ganhar o direito de participar de eventual 2º turno, seus votos serão declarados nulos.

A DECISÃO do TRE não impede, inclusive o candidato impugnado, mas pendente de recurso, de disputar o 2º turno. No caso dele ser o vencedor, vai poder ser diplomado e empossado só após a decisão final do processo. Mas se a candidatura for impugnada no TSE e o candidato tiver sido o mais votado, nova eleição deverá ser convocada.

NOVIDADES: Pelas normas da Resolução 23.611/2019 do TSE, os candidatos a vereança “sub judice’ que tiveram seus votos anulados devido a impugnação no TRE, serão beneficiados pelo recálculo do quociente eleitoral caso consigam reformar a decisão junto ao TSE e às vezes até com direito a assumirem vaga na Câmara. Mas esse processo judicial normalmente é demorado.

ECONÔMICA: Vários fatores contribuindo para essa campanha eleitoral não custar cifras astronômicas. Primeiro as verbas previstas em lei; segundo a própria crise que forçou os candidatos a pisarem no freio; terceiro as consequências da pandemia responsáveis, por uma campanha tímida, de saia justa, sem aqueles eventos de antes.

ELEIÇÕES: Apesar de tão criticadas não podemos e nem sabemos viver sem elas. É neste período que se cria ambiente e motivação para balanço e reflexão do ambiente em que vivemos. Por extensão, sob a mesma ótica, há de aferir a importância do político. Em tese, ele é o elo entre a sociedade e o poder público. Ruim com ele, pior sem ele.

PROPOSTAS: Nos programas eleitorais e nos debates – independentemente das suas embalagens – elas chegaram até ao eleitor. Aliás, foram duas fontes importantes de informações para municiar o eleitor a fim de que possa fazer sua escolha. O covid, o uso da máscara, o temor, inibiu o contato tradicional do candidato com o eleitor.

VALE A PENA! No ato de votar os desejos de uma escola melhor, do asfalto, saúde, segurança, a praça cuidada, ruas iluminadas e um ambiente decente para se viver com a família. A omissão com a questão política representa também o descaso do próprio eleitor com a vida de sua comunidade. Pense nisso e vote!

NA INTERNET: Saiu a tabela da Terceira Guerra. Por azar pegamos o grupo só de países ‘comunistas’. Será no mata-mata. Na estreia o Brasil pega os Estados Unidos e se passar para a segunda fase pega o vencedor de Rússia x China. Haja pólvora!
JOÃO PAULO II - Estupidez é um presente de Deus. Mas não se pode abusar
ROOSEVELT - Acredite que você pode. Assim você já estará no meio do caminho

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