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Polícia

'Pagador de promessas' é investigado por financiar envio de cocaína para 'cidade santa'

21 janeiro 2021 - 14h23

Operação da Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, é realizada nesta quinta-feira (21), e mira empresas de turismo criadas de fachada para transportar cocaína de Mato Grosso do Sul para Aparecida (SP), onde se localiza um santuário nacional, em viagens supostamente financiadas por um ‘pagador de promessas’. A operação envolve aproximadamente 86 policiais federais e servidores da Receita Federal.

A Polícia cumpre 10 mandados de prisão temporária e 14 mandados de busca nas cidades de Dourados e Deodápolis. Mais de R$ 20 milhões foram bloqueados, entre dinheiro e bens, conforme resultado d ordem de prisões e buscas expedidos pela 2ª Vara Criminal de Dourados. Um dos endereços visitados durante a operação fica na rua Araguaia, sub-esquina com a avenida Hayel Bon Faker.

De acordo com a PF, a investigação começou em 2019 após apreensão de mais de meia tonelada de cocaína em ônibus de transporte de passageiros que seguia para São Paulo, além de 400 quilos de maconha, em compartimentos ocultos. À época das apreensões, os motoristas foram responsabilizados pelo transporte da droga. No entanto, a investigação apurou que se tratavam de empresas de fachada – todas sediadas em Dourados, segundo a investigação, e que teriam sido criadas para o transporte interestadual da droga e lavagem do dinheiro do tráfico.

A organização criminosa era dividida em três núcleos: um era responsável pela logística de carregamento e transporte da droga; outro pelo agenciamento das viagens e pelo recrutamento dos passageiros e o outro pela lavagem de dinheiro. A fim de não chamar a atenção das autoridades uma estratégia foi criada pelos empresários envolvidos no esquema. Quem custeava as viagens para Aparecida seria um suposto ‘pagador de promessas’.

Conforme repercute o site Midiamax, o tal ‘pagador de promessas’ bancava todas as despesas de transporte, alimentação e hospedagem dos passageiros. Na verdade, todos os custos da viagem eram bancados com o lucro da venda da droga que era transportada nos ônibus.

Durante a operação, foram sequestrados e bloqueados mais de R$ 10 milhões em bens móveis, imóveis da organização criminosa e de valores depositados em contas bancárias dos investigados, além de 12 ônibus avaliados em mais de R$ 11 milhões. Ao todo foram cumpridas 44 ordens judiciais. O nome da operação faz referência a estória falaciosa contada pelos membros da organização criminosa, a fim de justificar a gratuidade da viagem.

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